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Nossa Senhora Rainha, a realeza de Maria

Nossa Senhora Rainha, a realeza de Maria

4 min de leitura 8 versículos

Nossa Senhora Rainha, a realeza de Maria

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,

vida, doçura e esperança nossa, salve!

A vós bradamos, os degredados filhos de Eva;

a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,

e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre,

ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Amém.

Nossa Senhora Rainha, a realeza de Maria, Bíblia Sagrada

Equipe Voz da Fé

Autor

Curadoria editorial do Voz da Fé.

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Publicado em · Atualizado em

Sobre o Voz da Fé e nosso processo editorial

Autoria de Nossa Senhora Rainha, a realeza de Maria

Jaculatória

A memória de 22 de agosto, oito dias depois da Assunção, instituída por Pio XII em 1954 para celebrar Maria como Rainha do céu e da terra.

Liturgia

Quem é Nossa Senhora Rainha

Nossa Senhora Rainha não é uma aparição nem um título local: é a própria realeza de Maria, celebrada como consequência de dois outros mistérios. Se ela é Mãe daquele que a fé confessa como Rei, e se foi elevada ao céu em corpo e alma, então a Igreja a saúda como Rainha.

O título é antiquíssimo na oração cristã e aparece muitas vezes na Ladainha de Nossa Senhora, rezada depois do terço. O que é recente não é o título: é a festa.

A origem, com as datas

A celebração foi instituída pelo Papa Pio XII na encíclica Ad caeli Reginam, publicada em 11 de outubro de 1954, ao fim do Ano Mariano. O documento reúne a tradição dos Padres da Igreja, da liturgia e da arte cristã para mostrar que chamar Maria de Rainha é coisa antiga, não invenção do século XX.

A data mudou uma vez. Pio XII fixou a festa em 31 de maio, encerrando o mês dedicado a Maria. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, a memória passou para 22 de agosto, oito dias depois da Assunção, e a mudança tem lógica: a Rainha é celebrada como desdobramento direto da Mãe elevada ao céu.

O que a encíclica diz

O texto de 1954 explica que a realeza de Maria não é do mesmo tipo da de Cristo. Ele é Rei por natureza e por direito próprio; ela é Rainha por graça, por participação e pela relação com o Filho. É uma distinção que evita o mal-entendido de colocar mãe e Filho no mesmo plano.

A encíclica também insiste no que essa realeza significa na prática: quem é Rainha é quem intercede, e o título é apresentado como motivo de confiança de quem reza, não como enfeite de linguagem.

O que existe hoje

A memória de 22 de agosto está no calendário da Igreja inteira, o que a torna diferente da maioria dos títulos marianos, que são celebrações locais. Todo ano, nessa data, a leitura litúrgica retoma o anúncio do anjo a Maria e o reino que não terá fim.

O rito de coroação de imagens marianas, praticado em santuários do mundo inteiro, é a expressão visível dessa mesma devoção: a coroa colocada na imagem é sinal do que a festa afirma.

Onde visitar

Em Roma, a Basílica de Santa Maria Maior é o endereço mais antigo do culto mariano no Ocidente e guarda séculos dessa oração. No Brasil, o título nomeia paróquias, capelas e colégios em praticamente todos os estados, e muitas dessas comunidades celebram a padroeira justamente em 22 de agosto.

Vale um cuidado ao procurar: comunidades chamadas Cristo Rei celebram outra festa, no fim do Ano Litúrgico, e não esta.

Quando a Igreja celebra

A data é 22 de agosto, memória de Nossa Senhora Rainha, oito dias depois da Solenidade da Assunção, em 15 de agosto. A festa vale para a Igreja inteira e não depende de calendário local.

Coisas que pouca gente sabe

A festa já mudou de dia uma vez, e o motivo é teológico, não administrativo. Sair de 31 de maio e ir para oito dias depois da Assunção amarrou a Rainha ao mistério de onde ela decorre. Quem repara no calendário lê a doutrina sem precisar abrir livro nenhum.

Outro detalhe: a encíclica que criou a festa é de 1954, mas passa a maior parte do texto provando que o título é dos primeiros séculos. Pio XII não estava propondo novidade: estava dando data litúrgica a uma oração que a Igreja já fazia.

O que muita gente acredita e não é verdade

Muita gente pensa que Nossa Senhora Rainha é o mesmo que Nossa Senhora Rainha da Paz, ligada a Medjugorje, ou Rainha dos Apóstolos, título das comunidades palotinas. São invocações distintas, com histórias e datas próprias. Aqui se celebra a realeza em si, sem lugar e sem aparição.

Também se confunde a devoção com a Mãe Rainha de Schoenstatt, que é outra devoção, nascida na Alemanha no século XX.

E há o mal-entendido mais sério: chamar Maria de Rainha não a coloca no lugar de Cristo. A encíclica de 1954 é explícita ao dizer que ele reina por natureza e ela participa dessa realeza por graça.

Como e quando rezar

Reza-se a Nossa Senhora Rainha pedindo intercessão em causa que parece grande demais para o próprio tamanho: doença sem saída, processo, filho perdido, país em crise. O título é o da mãe que tem acesso ao Rei.

O modo mais próprio é rezar o terço e não pular a Ladainha, onde as invocações de Rainha se repetem. No dia 22 de agosto, muitas comunidades rezam a Salve-Rainha em família, que é a oração mais antiga e mais conhecida desse título.

Peça sua oração

Deixe aqui o seu pedido ou agradecimento, todas as intenções serão apresentadas de forma comunitária durante as orações do Grupo de Oração, Voz da Fé.

"E tudo o que pedirem em oração, crendo, vocês receberão"

Mateus 21:22

Como Rezar Nossa Senhora Rainha, a realeza de Maria

1.Prepare-se

Encontre um lugar tranquilo. Faça o sinal da cruz e silencie o coração.

2.Pela manhã

Reze ao acordar como escudo espiritual para o dia. Peça proteção para você e sua família.

3.À noite

Antes de dormir, recite a oração completa pedindo proteção durante o sono e paz noturna.

4.Em família

Reúna a família e rezem juntos. Cada membro pode participar da oração.

5.Com devoção

Reze com fé e confiança, entregando suas necessidades a Deus.

Perguntas Frequentes