Quem é a Mãe Rainha
Mãe Rainha é como o Brasil chama Nossa Senhora de Schoenstatt.
O nome completo é mais longo: Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Aqui, o povo encurtou, e ficou Mãe Rainha.
A devoção nasceu na Alemanha, em 18 de outubro de 1914, quando um padre chamado José Kentenich reuniu os alunos do seminário onde trabalhava e propôs a eles uma coisa incomum: um acordo com Maria.
Esse acordo tem nome próprio, e é o centro de tudo o que veio depois: a Aliança de Amor.
A oração da Mãe Rainha
A oração mais rezada nesta devoção tem quatro versos:
Confio em teu poder e em tua bondade. Em ti, confio com filialidade. Confio, cegamente, em toda situação, Mãe, no teu Filho e em tua proteção.
Ela é chamada de Oração da Confiança.
Quatro versos escritos num campo de prisioneiros
Agora leia de novo, sabendo onde ela foi escrita.
O padre Kentenich passou anos preso num campo de concentração, em Dachau, durante a guerra.
Foi ali que ele compôs esses quatro versos.
Repare na palavra que está no terceiro: cegamente.
Um homem preso, sem saber se sairia vivo, escreveu que confiava cegamente em toda situação. Não escreveu que esperava sair, nem pediu para sair. Escreveu que confiava, e escreveu do lugar em que confiar era mais difícil.
A oração inteira tem vinte e poucas palavras, e a palavra confio aparece três vezes.
O quadro que já existia antes
Há um detalhe curioso na imagem desta devoção.
O quadro da Mãe Rainha foi pintado pelo artista italiano Luigi Crosio, no século XIX, ou seja, décadas antes de o movimento existir.
Ele não foi encomendado para isso. Foi pintado antes, por outro motivo, e só depois entronizado no santuário, em 19 de abril de 1915.
O título Três Vezes Admirável também é anterior: vem de uma congregação mariana de Ingolstadt, na Alemanha, de 1604.
Ou seja, quase nada ali foi criado do zero. A devoção pegou um quadro que já existia e um título que já existia, e deu a eles um lugar e um sentido novo.
A capelinha que visita cada casa
No Brasil, o que tornou essa devoção conhecida não foi o santuário: foi uma caixinha de madeira.
A Campanha da Mãe Peregrina consiste em pequenas capelinhas com a imagem da Mãe Rainha, que circulam de casa em casa.
A capelinha chega, fica alguns dias, a família reza diante dela, e depois ela segue para a casa seguinte.
É uma devoção que não espera a pessoa ir até o santuário: o santuário vai até a pessoa, numa caixa que cabe embaixo do braço.
E isso explica por que ela entrou em tanta casa brasileira sem depender de romaria, procissão ou viagem.
O dia 18 de cada mês
Quem convive com essa devoção conhece a data.
Como a Aliança de Amor foi feita em 18 de outubro, o dia 18 de cada mês virou o Dia da Aliança.
Não é uma festa anual: é uma vez por mês, doze vezes por ano.
A lógica é a de um compromisso que se renova, e não de uma data que se comemora. Acordo se confirma; aniversário se lembra.
Quando se reza a Mãe Rainha
Reza-se no dia 18 de cada mês, o Dia da Aliança.
Reza-se em 18 de outubro, quando tudo começou.
Reza-se quando a capelinha chega em casa, com a família reunida.
Reza-se nas situações em que confiar é difícil, que é exatamente de onde a oração veio.
E reza-se ao repetir os quatro versos ao longo do dia, porque eles foram feitos curtos para isso.