Quem é o Cristo Redentor
Cristo Redentor é um título de Jesus antes de ser um monumento. Redentor quer dizer aquele que resgata: quem paga o preço para libertar alguém que estava preso.
No alto do Corcovado, esse título ganhou 30 metros de concreto armado e pedra-sabão, com os braços abertos por 28 metros. A imagem é tão conhecida que virou o desenho do Brasil no mundo, e é justamente por isso que vale contar o que ela é de dentro.
A origem, com as datas
A ideia é de 1859. O padre francês Pierre-Marie Boss propôs à princesa Isabel um monumento religioso no alto do Corcovado, e a princesa preferiu que a homenagem fosse a Jesus, no Sagrado Coração, em vez de uma estátua dela mesma.
A proposta ficou parada mais de sessenta anos. Em 1921, o Círculo Católico, uma associação de leigos, retomou o projeto e organizou a campanha que juntou o dinheiro entre os fiéis.
O concurso foi ganho pelo engenheiro Heitor da Silva Costa. A escultura ficou com o francês Paul Landowski, e o cálculo da estrutura com o engenheiro Albert Caquot. As peças foram moldadas em Paris e vieram de navio: a cabeça em cinquenta partes, as mãos em oito.
A inauguração foi em 12 de outubro de 1931, com o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Sebastião Leme.
O que existe hoje
Em 12 de outubro de 2006, nos 75 anos da inauguração, o cardeal Eusébio Oscar Scheid criou por decreto o Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor do Corcovado.
Isso mudou o lugar de categoria: o platô deixou de ser apenas mirante e passou a ser lugar de culto, com celebração dos sacramentos. Aos pés da imagem funciona a Capela de Nossa Senhora Aparecida, onde a Eucaristia é guardada, e ali se celebram Missas e batizados todos os dias.
O monumento passou por restauros em 1980, 1990, 2010 e 2021, e a Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro responde pelo Santuário.
Onde visitar
O endereço é o alto do Corcovado, dentro do Parque Nacional da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, a cerca de 700 metros de altitude.
Um detalhe que muda o passeio para quem vai rezar: peregrinações agendadas com o Santuário são isentas de pagamento. Vale procurar o Santuário antes de comprar ingresso de turista, principalmente para grupo de Paróquia, catequese ou pastoral.
Quando a Igreja celebra
O Cristo Redentor não tem festa própria no calendário, porque não é uma devoção com data: é um título de Jesus.
A data que a casa celebra é 12 de outubro, solenidade de Nossa Senhora Aparecida, que é o aniversário da inauguração e também o da criação do Santuário. O título em si aparece na Solenidade de Cristo Rei, no último domingo do Ano Litúrgico.
Coisas que pouca gente sabe
A cabeça da imagem foi moldada em cinquenta pedaços separados, montados depois no alto do morro.
No peito da imagem existe um coração desenhado em pedra-sabão, discreto, que quase ninguém vê de baixo: é a lembrança do pedido original da princesa Isabel, o Sagrado Coração de Jesus.
E o mais desconhecido de todos: quem sobe até lá pode se confessar, assistir à Missa e batizar um filho no mesmo lugar onde milhões de pessoas só tiram foto.
O que muita gente acredita e não é verdade
Que a imagem é propriedade do governo. O monumento foi idealizado, financiado e construído pela comunidade católica, e a Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro é quem responde pelo Santuário até hoje.
Que existe uma oração antiga ao Cristo Redentor, com fórmula fixa. Não existe: o que se reza ali é o que a Igreja reza em qualquer lugar, o Pai-Nosso, o Credo, o Rosário e a Missa. Quem procura por oração ao Cristo Redentor está procurando, no fundo, uma oração a Jesus Redentor.
Que o lugar é só ponto turístico. É ponto turístico e é Santuário, e as duas coisas convivem no mesmo platô desde 2006.
Como e quando rezar
Diante da imagem, a oração mais natural é a de entrega: pedir a Jesus que resgate o que está preso na própria vida, porque isso é o que a palavra Redentor quer dizer.
Para quem não vai ao Rio, o título serve para rezar em qualquer lugar, principalmente em 12 de outubro e na Solenidade de Cristo Rei.