sexta-feira, 3 de abril de 2026

6ª feira da Paixão do Senhor

Cor litúrgica vermelha

1ª Leitura · Is 52, 13-53, 12

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1Acorda! Acorda! Veste tua força, ó Sião! Veste roupa de festa, Jerusalém, cidade santa! Pois nunca mais entrarão aí o gentio ou o impuro!

2Sacode a poeira, levanta-te, Jerusalém cativa, tira a coleira do pescoço, cativa Filha de Sião!

3Assim diz o SENHOR: "De graça fostes vendidos, sem dinheiro sereis remidos".

4Pois assim diz o SENHOR Deus: "No princípio, para o Egito, o meu povo foi como migrante, depois foi a Assíria que, a troco de nada, o explorou.

5E, agora, que faço eu? -- oráculo do SENHOR. Pois meu povo foi aprisionado de graça e quem o dominou dá gritos de alegria -- oráculo do SENHOR -- e meu nome vem sendo insultado continuamente, todos os dias.

6Pois, então, naquele dia o meu povo ficará sabendo qual o meu nome. Eu sou aquele que diz: `Aqui a teu lado eu estou!'". A boa-nova

7Que beleza, pelas montanhas, os passos de quem traz boas-novas, daquele que traz a notícia da paz, que vem anunciar a felicidade, noticiar a salvação, dizendo a Sião: "Teu Deus começou a reinar!"

8Escuta! Tuas sentinelas levantam a voz! Juntas cantam de alegria, pois estão vendo frente a frente o SENHOR de volta para Sião!

9Vamos explodir de alegria, ruínas de Jerusalém, vamos cantar em coro, pois o SENHOR consolou o seu povo, recuperou a liberdade para Jerusalém!

10O SENHOR arregaçou as mangas de seu braço santo, enfrentando todos os povos. E, assim, os confins da terra hão de ver a salvação que vem do nosso Deus.

11Embora! A caminho! Saí dessa Babilônia! Não toqueis essas coisas impuras! Saí do meio disso, conservai-vos puros, vós que transportais os objetos sagrados.

12Ninguém precisa sair apressado, nem precisa fugir correndo, pois o SENHOR caminha à vossa frente, e, cobrindo a retaguarda, vem o Deus de Israel. Quarto cântico do Servo

13Eis! O meu servo terá êxito, vai crescer, subir, elevar-se muito.

14De tal forma ele já nem parecia gente, tanto havia perdido a aparência humana, que muitos se horrorizaram com ele,

15assim também causará surpresa à multidão das nações. Por sua causa, reis levarão a mão à boca, pois estarão vendo coisas que ninguém jamais lhes tinha contado, das quais nunca ouviram falar.

Salmo · Sl 30

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1[Ao mestre do coro. Salmo de Davi.]

2Em ti, Senhor, me refugiei, jamais eu fique desiludido; pela tua justiça salva-me!

3Inclina para mim teu ouvido, vem depressa livrar-me. Sê para mim o rochedo que me acolhe, refúgio seguro, para a minha salvação.

4Pois tu és minha rocha e meu baluarte, pelo teu nome me diriges e me guias.

5Livra-me do laço que me armaram, porque és minha força.

6Nas tuas mãos entrego meu espírito; tu me resgatas, Senhor, Deus fiel,

7Odeias os que seguem ídolos vãos; quanto a mim, é no Senhor que espero.

8Possa eu alegrar-me e exultar por tua bondade, por teres olhado para minha miséria e acudido às angústias da minha alma.

9Não me entregaste nas mãos do inimigo, mas colocaste meus pés em lugar seguro.

10Piedade de mim, Senhor, pois estou angustiado; definham de tristeza minha vista, o corpo e a alma.

11Pois minha vida se consome entre aflições e meus anos entre gemidos, decaiu pela miséria minha força, meus ossos se consomem.

12De meus adversários me tornei o opróbrio, alvo de zombaria para os vizinhos, de terror para meus conhecidos: quem me vê pela rua, foge de mim.

13Caí no esquecimento como um morto, sem vida; não sou mais que uma coisa inútil.

14Pois ouvi, dominado pelo terror, o falar perverso de muitos; reuniram-se contra mim, tramaram para acabar com minha vida.

15Mas eu em ti espero, Senhor, repito: és tu o meu Deus.

16Na tua mão está o meu destino; livra-me dos inimigos e dos que me perseguem.

17Mostra a teu servo a tua face, salva-me na tua bondade.

18Senhor, que eu não seja confundido depois de te invocar; confundidos sejam os ímpios, e se calem no inferno.

19Emudeçam as bocas mentirosas, que falam contra o justo com insolência, soberba e desprezo.

20Como é grande a tua bondade, que reservaste aos que te temem, que demonstras para os que em ti buscam refúgio diante dos filhos dos homens.

21Tu os defendes no abrigo da tua face, longe das intrigas dos homens; tu os ocultas como numa tenda, longe das línguas maldosas.

22Bendito seja o Senhor! Mostrou para comigo uma bondade admirável, como uma cidade fortificada.

23Na minha prostração eu dizia: "Fui expulso da tua presença". Mas ouviste a voz da minha súplica, quando clamei a ti.

24Amai o Senhor, vós todos, seus servos devotos! O Senhor defende os seus fiéis, mas trata com rigor os que agem com soberba.

25Tende coragem e um coração firme, vós todos que esperais no Senhor.

2ª Leitura · Hb 4, 14-16; 5, 7-9

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14Quanto a nós, temos um sumo sacerdote eminente, que atravessou os céus: Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na profissão da fé.

15De fato, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, sem todavia pecar.

16Aproximemos-nos então, seguros e confiantes, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça do auxílio no momento oportuno.

Evangelho · Jo 18, 1–19, 42

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1Dito isso, Jesus saiu com seus discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Lá havia um jardim, no qual ele entrou com os seus discípulos.

2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus muitas vezes ali se reunia com seus discípulos.

3Judas, pois, levou o batalhão romano e os guardas dos sumos sacerdotes e dos fariseus, com lanternas, tochas e armas, e chegou ali.

4Jesus, então, sabendo tudo o que ia acontecer com ele, saiu e disse: "A quem procurais?"

5-- "A Jesus de Nazaré!", responderam. Ele disse: "Sou eu". Judas, o traidor, estava com eles.

6Quando Jesus disse "Sou eu", eles recuaram e caíram por terra.

7De novo perguntou-lhes: "A quem procurais?" Responderam: "A Jesus de Nazaré".

8Jesus retomou: "Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, deixai que estes aqui se retirem".

9Assim se cumpria a palavra que ele tinha dito: "Não perdi nenhum daqueles que me deste".

10Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a ponta da orelha direita. O nome do servo era Malco.

11Jesus disse a Pedro: "Guarda a tua espada na bainha. Será que não vou beber o cálice que o Pai me deu?" Interrogatório de Anás e negação de Pedro

12O batalhão, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram.

13Primeiro, conduziram-no a Anás, sogro de Caifás, o sumo sacerdote daquele ano.

14Caifás é quem tinha aconselhado aos judeus: "É conveniente que um só homem morra pelo povo".

15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote. Ele entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote.

16Pedro ficou do lado de fora, perto da porta. O outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu, conversou com a criada que atendia a porta e levou Pedro para dentro.

17A criada disse a Pedro: "Não pertences tu também aos discípulos desse homem?" Ele respondeu: "Não".

18Os servos e os guardas tinham feito um fogo, porque fazia frio; estavam se aquecendo, e Pedro estava com eles para se aquecer.

19O sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito dos seus discípulos e do seu ensinamento.

20Jesus respondeu: "Eu falei abertamente ao mundo. Eu sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas.

21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que eu falei; eles sabem o que eu disse".

22Quando assim falou, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo: "É assim que respondes ao sumo sacerdote?"

23Jesus replicou-lhe: "Se falei mal, mostra em que falei mal; e se falei certo, por que me bates?"

24Anás, então, mandou-o, amarrado, a Caifás.

25Simão Pedro continuava lá, aquecendo-se. Disseram-lhe: "Não és tu, também, um dos discípulos dele?" Pedro negou: "Não".

26Então um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: "Será que não te vi no jardim com ele?"

27Pedro negou de novo, e na mesma hora o galo cantou. Primeiro interrogatório de Pilatos e soltura de Barrabás

28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de madrugada. Eles mesmos não entraram no palácio, para não se contaminarem e poderem comer a páscoa.

29Pilatos saiu ao encontro deles e disse: "Que acusação apresentais contra este homem?"

30Eles responderam: "Se não fosse um malfeitor, não o teríamos entregue a ti!"

31Pilatos disse: "Tomai-o vós mesmos e julgai-o segundo vossa lei". Os judeus responderam: "Não nos é permitido matar ninguém".

32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, indicando de que morte havia de morrer.

33Pilatos entrou, de volta, no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: "Tu és o Rei dos Judeus?"

34Jesus respondeu: "Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isso de mim?"

35Pilatos respondeu: "Acaso sou eu judeu? Teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?"

36Jesus respondeu: "O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, o meu reino não é daqui".

37Pilatos disse: "Então, tu és rei?" Jesus respondeu: "Tu dizes que eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz".

38Pilatos lhe disse: "Que é a verdade?" Dito isso, saiu ao encontro dos judeus e declarou: "Eu não encontro nele nenhum motivo de condenação.

39Mas existe entre vós um costume de que, por ocasião da Páscoa, eu vos solte um preso. Quereis que eu vos solte o Rei dos Judeus?"

40Eles, então, se puseram a gritar: "Este não, mas Barrabás!" Ora, Barrabás era um assaltante.

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Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.

Evangelho do dia e Liturgia Diária — 3 de abril de 2026 | Voz da Fé