terça-feira, 10 de março de 2026
Cor litúrgica roxa
25Azarias, de pé, orou assim, soltando a voz no meio do fogo:
34Não nos abandones até o fim, por causa do teu nome. Não rejeites a tua aliança,
35não retires de nós o teu amor, por causa de Abraão, o teu querido, por causa de Isaac, o teu servo, por causa de Israel, o teu escolhido.
36A eles tu falaste, prometendo multiplicar sua descendência como as estrelas no céu, como a areia que existe na praia.
37Sim, Senhor, estamos reduzidos no meio de todas as nações, estamos hoje humilhados na terra inteira, por causa dos nossos pecados.
38Não há, neste tempo, chefe, profeta ou governante, não há holocausto, nem sacrifício, oferenda ou incenso, não há local para te entregar as primícias a fim de podermos encontrar misericórdia.
39Mas, de alma esmagada e espírito humilhado sejamos aceitos, como holocaustos de carneiros, de touros
40e milhares de gordos cordeiros. Seja esse, agora, o sacrifício que te oferecemos, e que, diante de ti ele seja completo, pois jamais haverá decepção para aqueles que em ti confiam.
41Mas, agora, vamos te seguir sempre, de todo o coração, andando no temor e buscando a tua face.
42Ah! Não nos deixes decepcionados! Mas trata-nos conforme a tua bondade e tua misericórdia.
43Liberta-nos, repetindo os teus milagres, glorifica o teu nome, Senhor!
1[De Davi.] A ti, Senhor, elevo a minha alma,
2meu Deus, em ti me refugio: que eu não fique decepcionado! Não triunfem sobre mim meus inimigos!
3Não fiquem desiludidos os que em ti esperam; fique confuso quem é infiel por um nada.
4Mostra-me, Senhor, os teus caminhos, ensina-me tuas veredas.
5Faz-me caminhar na tua verdade e instrui-me, porque és o Deus que me salva, e em ti sempre esperei.
6Lembra-te, Senhor, do teu amor, e da tua fidelidade desde sempre.
7Não recordes os pecados da minha juventude, e as minhas transgressões; lembra-te de mim na tua misericórdia, pela tua bondade, Senhor.
8Bom e reto é o Senhor, por isso indica aos pecadores o caminho certo;
9guia os humildes na sua justiça, aos pobres ensina seus caminhos.
10Todas as veredas do Senhor são amor e verdade para quem observa sua aliança e seus preceitos.
11Por teu nome, Senhor, perdoa meu pecado, por maior que seja.
12Qual é o homem que teme ao Senhor? Indica-lhe o caminho a seguir.
13Ele viverá feliz, sua descendência possuirá a terra.
14O Senhor se faz íntimo de quem o teme, dá-lhe a conhecer sua aliança.
15Tenho os olhos fixos no Senhor, pois ele livra do laço o meu pé.
16Volta-te para mim e tem misericórdia, porque sou só e infeliz.
17Alivia as angústias do meu coração, livra-me das aflições.
18Vê minha miséria e minha pena e perdoa todos os meus pecados.
19Olha os meus inimigos: são tantos!E me detestam com ódio violento.
20Protege-me, dá-me a salvação; sob tua proteção eu não fique desiludido.
21Integridade e retidão me protejam, pois em ti confiei.
22Ó Deus, livra Israel de toda a sua aflição.
21Pedro dirigiu-se a Jesus perguntando: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?"
22Jesus respondeu: "Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.
23O Reino dos Céus é, portanto, como um rei que resolveu ajustar contas com seus servos.
24Quando começou o ajuste, trouxeram-lhe um que lhe devia uma fortuna inimaginável.
25Como o servo não tivesse com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher, os filhos e tudo o que possuía, para pagar a dívida.
26O servo, porém, prostrou-se diante dele pedindo: `Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo'.
27Diante disso, o senhor teve compaixão, soltou o servo e perdoou-lhe a dívida.
28Ao sair dali, aquele servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia uma quantia irrisória. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: `Paga o que me deves'.
29O companheiro, caindo aos pés dele, suplicava: `Tem paciência comigo, e eu te pagarei'.
30Mas o servo não quis saber. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que estava devendo.
31Quando viram o que havia acontecido, os outros servos ficaram muito sentidos, procuraram o senhor e lhe contaram tudo.
32Então o senhor mandou chamar aquele servo e lhe disse: `Servo malvado, eu te perdoei toda a tua dívida, porque me suplicaste.
33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?
34O senhor se irritou e mandou entregar aquele servo aos carrascos, até que pagasse toda a sua dívida.
35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão".
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.