segunda-feira, 9 de março de 2026
Cor litúrgica roxa
1Naamã, chefe do exército do rei de Aram, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedera a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso.
2Ora, os arameus tinham feito uma incursão na terra de Israel e trazido, de lá, uma moça bem nova, que ficara a serviço da mulher de Naamã.
3Disse ela à sua senhora: "Ah, se meu amo se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida o livraria de sua lepra!"
4Naamã foi então informar o seu senhor: "Uma moça da terra de Israel disse tal e tal coisa".
5Disse-lhe o rei de Aram: "Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel". Naamã partiu, levando consigo dez talentos -- \uns trezentos quilos -- de prata, seis mil siclos -- \seiscentos quilos -- de ouro e dez mudas de roupa.
6E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: "Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra".
7O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: "Sou eu, porventura, Deus, dono de morte e vida, para que esse rei me mande alguém que eu deveria curar de lepra? É claro que busca pretexto contra mim".
8Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer- lhe: "Por que rasgaste tuas vestes? Que Naamã venha a mim, para que saiba que há um profeta em Israel".
9Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu.
10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: "Vai, lava-te sete vezes no rio Jordão, que tua carne será curada e ficarás limpo".
11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: "Eu pensava que ele sairia para me receber, levantando-se para invocar o nome do Senhor, seu Deus; e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria.
12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?" Deu meia-volta e partiu indignado.
13Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: "Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: `Lava-te e ficarás limpo'".
14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado. Sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado.
15Em seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: "Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda a terra, senão o que há em Israel! Por favor, aceita um presente de mim, teu servo".
1[Ao maestro do coro. Poema. Dos filhos de Coré.]
2Como a corça deseja as águas correntes, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus.
3A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando hei de ir ver a face de Deus?
4As lágrimas são meu pão dia e noite, enquanto me repetem o dia inteiro:"Onde está teu Deus?"
5Disto me lembro e meu coração se aflige: quando eu passava junto à tenda admirável, rumo à casa de Deus, entre cantos de alegria e de louvor de uma multidão em festa.
6Por que estás triste, minh'alma? por que gemes dentro de mim? Espera em Deus, ainda poderei louvá-lo, a ele, que é a salvação do meu rosto e meu Deus.
7Em mim se abate a minha alma; por isso de ti me recordo na terra do Jordão e do Hermon, no monte Misar.
8Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas cascatas; as tuas vagas e ondas todas passaram sobre mim.
9De dia o Senhor me dá sua graça, de noite elevo a ele meu canto, minha prece ao Deus da minha vida.
10Digo a Deus, minha defesa: "Por que me esqueceste? Por que ando triste, oprimido pelo inimigo?"
11Pelo insulto dos meus adversários estão quebrados meus ossos; enquanto me repetem o dia inteiro: "Onde está teu Deus?"
12Por que estás triste, minha alma? por que gemes dentro de mim? Espera em Deus, ainda poderei louvá-lo, a ele, que é a salvação do meu rosto, o meu Deus.
24E acrescentou: "Em verdade, vos digo que nenhum profeta é aceito na sua própria terra.
25Ora, a verdade é esta que vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e uma grande fome atingiu toda a região, havia muitas viúvas em Israel.
26No entanto, a nenhuma delas foi enviado o profeta Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia.
27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel, mas nenhum deles foi curado, senão Naamã, o sírio".
28Ao ouvirem estas palavras, na sinagoga, todos ficaram furiosos.
29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no para o alto do morro sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de empurrá-lo para o precipício.
30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. Jesus em Cafarnaum. O possesso na sinagoga
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.