Quem foi São Maximiliano Kolbe
Rajmund Kolbe nasceu na Polônia em 8 de janeiro de 1894 e, ao entrar para os franciscanos, adotou o nome de Maximiliano Maria.
Foi padre, fundador, editor e, no fim da vida, prisioneiro. Morreu em 14 de agosto de 1941, no campo de Auschwitz, aos quarenta e sete anos.
Foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 10 de outubro de 1982, como mártir, e a Igreja o celebra em 14 de agosto.
A oração a São Maximiliano Kolbe
O texto rezado a ele é este:
São Maximiliano Maria Kolbe, que soubestes amar até o fim e destes a vida para que outro pudesse viver, alcançai-me a coragem de amar sem medir e de não recuar diante do que for pedido de mim. Vós que trabalhastes para levar a fé a todos os cantos, dai-me o mesmo desejo de fazer o bem com tudo o que tenho nas mãos.
Ele é o padroeiro dos jornalistas
Este é o dado que quase ninguém conhece, e é o mais surpreendente da vida dele.
Quando João Paulo II o canonizou, em 1982, deu a ele dois títulos: padroeiro do nosso tempo difícil e padroeiro dos jornalistas.
O segundo não é honraria simbólica. É a descrição do trabalho da vida dele.
No Natal de 1921, Kolbe fundou uma revista chamada O Cavaleiro da Imaculada. Começou pequena, poucas páginas, impressa numa tipografia montada com máquinas velhas.
Em pouco tempo, a operação virou outra coisa: a revista chegou à tiragem de um milhão de exemplares, e ele lançou outros sete periódicos. Havia três máquinas capazes de imprimir dezesseis mil exemplares por hora, e a casa usava as melhores técnicas de tipografia e fotogravura que existiam na época.
Ou seja: ele não era um frade que escrevia textos. Era um frade que montou e dirigiu uma operação de mídia em escala industrial, com a melhor tecnologia disponível, para levar a fé a mais gente.
A cidade que ele construiu para imprimir
Para dar conta daquilo, ele fundou perto de Varsóvia um lugar chamado Niepokalanów, que quer dizer Cidade da Imaculada.
Começou com barracões e virou um complexo com convento, gráfica e oficinas, sustentado pelo próprio trabalho dos frades.
E não parou na Polônia. Em 1930 ele foi para o Japão, fundou lá outra Cidade da Imaculada e lançou a edição japonesa da revista. Aquela publicação japonesa continua saindo, e já passou da milésima edição.
Um padre polonês montou, no Japão dos anos 1930, uma revista católica que sobreviveu a ele por quase um século.
O que aconteceu em Auschwitz
Em 1941, Kolbe foi preso e levado para Auschwitz.
No verão daquele ano, um prisioneiro fugiu. Como represália, os responsáveis pelo campo escolheram dez homens para morrer de fome numa cela.
Um dos escolhidos gritou que tinha mulher e filhos.
Kolbe deu um passo à frente e pediu para ficar no lugar dele. O pedido, contra o costume do lugar, foi aceito.
Ele entrou na cela com os outros nove e foi o último a morrer. Em 14 de agosto de 1941, mataram-no com uma injeção.
O homem por quem ele se ofereceu, Franciszek Gajowniczek, sobreviveu à guerra e viveu ainda muitas décadas.
O que a vida dele junta
Há uma coisa incomum aqui, e vale dizer com clareza.
A mesma pessoa fez duas coisas que raramente aparecem juntas: construiu uma estrutura enorme, moderna e eficiente, com máquina, prazo e tiragem, e depois deu a própria vida por um desconhecido numa cela.
Não são duas fases contraditórias. São o mesmo projeto: usar tudo o que estava na mão dele, primeiro a gráfica, depois a própria vida.
Quando se reza a São Maximiliano Kolbe
Reza-se em 14 de agosto, o dia dele.
Reza-se por jornalistas, comunicadores, editores e por quem trabalha com internet e mídia, e o padroado é formal, dado no dia da canonização.
Reza-se por presos e por quem está em situação de opressão.
Reza-se por famílias, lembrando que o gesto dele foi para que um pai voltasse para casa.
E reza-se quando é preciso usar bem o que se tem nas mãos, que é o resumo da vida dele: máquina, papel, tempo, e no fim ele mesmo.