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Voz da Fé

Santa Marina de Bitínia

4 min de leitura 13 versículos

Santa Marina de Bitínia

Ó Santa Marina, virgem fiel,

que pudestes falar uma só palavra em vossa defesa

e escolhestes o silêncio,

carregando por anos uma culpa que não era vossa:

alcançai-nos paciência quando formos injustiçados

e a graça de não devolver o mal com o mal.

Amparai os que sofrem calúnia, difamação e acusação falsa;

defendei os inocentes que ninguém defende.

Consolai os que criam filhos que não geraram

e os que servem sem nunca serem reconhecidos.

Dai-nos, como a vós, a certeza de que Deus vê o que os homens não veem.

Santa Marina, rogai por nós.

 Amém.

Santa Marina de Bitínia, Bíblia Sagrada

Equipe Voz da Fé

Autor

Curadoria editorial do Voz da Fé.

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Publicado em · Atualizado em

Sobre o Voz da Fé e nosso processo editorial

Autoria de Santa Marina de Bitínia

Jaculatória

A jovem do século 5 que entrou num mosteiro do Líbano vestida de rapaz para acompanhar o pai, carregou uma acusação falsa em silêncio e morreu aos 25 anos.

Liturgia

Quem foi Santa Marina de Bitínia

Santa Marina nasceu na Ásia Menor, provavelmente no século 5. A versão grega da história dela a situa na Bitínia, região que hoje fica na Turquia.

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer com clareza de onde vem essa história: ela é transmitida pela tradição monástica do Oriente, e não por documento de arquivo. É assim que a Igreja a recebeu, e é assim que ela deve ser lida.

O relato, como a tradição conta

A mãe dela, Teodora, morreu quando Marina era menina. O pai, Eugênio, decidiu entrar no mosteiro de Qannoubine, no atual Líbano, e consagrar a vida a Deus.

Para não se separar dele, ela cortou o cabelo, vestiu-se de rapaz e entrou com ele, com o nome de Marino. Ninguém no mosteiro sabia. Aquilo, que hoje parece impensável, aparece em vários relatos monásticos antigos do Oriente: mulheres que adotaram identidade masculina para viver como ascetas.

A acusação

O ponto duro da história é este. Marino foi acusado de ter engravidado uma jovem da região.

Bastava uma frase para desfazer a acusação, e ela não disse essa frase. Aceitou a expulsão, criou a criança fora do mosteiro e carregou a fama de culpado por anos, em silêncio. Depois foi readmitida na comunidade, ainda como Marino, e continuou nos trabalhos mais pesados.

A descoberta, na morte

Ela morreu com cerca de 25 anos. Quem preparou o corpo para o sepultamento descobriu que aquele monge era uma mulher.

O relato guarda a reação dos monges: junto com o espanto, veio o peso de entender que a infâmia carregada em silêncio por aquele irmão era falsa desde o começo, e que ninguém tinha percebido.

O que a Igreja guarda nessa história

O que a tradição destaca não é o disfarce, e sim o silêncio diante da injustiça, e o cuidado com uma criança que não era dela.

É por isso que a devoção a ela é procurada por quem vive acusação injusta: a história não termina com a inocência provada em vida, e é justamente esse o ponto que ela ensina.

Onde estão as relíquias

Os restos dela estão em Veneza desde cerca de 1200, e a cidade a venera entre os seus padroeiros.

É um destino curioso para uma jovem do Oriente: sair da Ásia Menor, viver num mosteiro do Líbano e terminar veneradas nas lagunas do norte da Itália.

Quando a Igreja celebra

O calendário publicado pelo Vatican News traz a memória dela em 18 de junho.

Os calendários orientais guardam outras datas, e há registro de 17 de julho ligado à chegada do corpo dela a Veneza. Quando as fontes divergem assim, o melhor caminho é rezar na data do próprio calendário e saber que as outras existem.

Coisas que pouca gente sabe

O nome dela aparece em português também como Marinha, e no Oriente ela é chamada de Marino, o nome que usou no mosteiro.

A história dela pertence a um grupo de relatos antigos com o mesmo desenho: mulheres que se apresentaram como homens para viver a vida monástica. É um padrão literário conhecido da espiritualidade oriental, e conhecê-lo ajuda a ler o relato sem sensacionalismo.

E há o detalhe da criança: ela criou fora do mosteiro o filho de outra pessoa, sustentando-o com esmola, o que faz dela uma santa ligada também à adoção e ao cuidado alheio.

O que muita gente acredita e não é verdade

A confusão mais comum é com Santa Margarida de Antioquia, que no Oriente é chamada de Marina. São santas diferentes, com histórias diferentes, e o nome coincide.

Também é comum tratar essa história como fato documentado. Não é: é tradição monástica antiga, e a própria Igreja a transmite assim. Dizer isso não diminui a devoção, apenas coloca a história no lugar certo.

Como e quando rezar

Reza-se a Santa Marina de Bitínia por quem sofre acusação falsa, por quem é caluniado no trabalho ou na família e por quem não tem como provar a própria inocência.

É também oração de quem cria filho que não gerou, e de quem cuida em silêncio de alguém que a vida colocou no colo.

Peça sua oração

Deixe aqui o seu pedido ou agradecimento, todas as intenções serão apresentadas de forma comunitária durante as orações do Grupo de Oração, Voz da Fé.

"E tudo o que pedirem em oração, crendo, vocês receberão"

Mateus 21:22

Como Rezar Santa Marina de Bitínia

1.Prepare-se

Encontre um lugar tranquilo. Faça o sinal da cruz e silencie o coração.

2.Pela manhã

Reze ao acordar como escudo espiritual para o dia. Peça proteção para você e sua família.

3.À noite

Antes de dormir, recite a oração completa pedindo proteção durante o sono e paz noturna.

4.Em família

Reúna a família e rezem juntos. Cada membro pode participar da oração.

5.Com devoção

Reze com fé e confiança, entregando suas necessidades a Deus.

Perguntas Frequentes