Quem foi Santa Marcelina
Santa Marcelina nasceu em Roma, por volta do ano 327, filha de Aurélio Ambrósio, que era prefeito. Ela foi a mais velha de três irmãos: depois dela vieram Sátiro, por volta de 337, e Ambrósio, por volta de 340, o mesmo que a história conhece como Santo Ambrósio, bispo de Milão e doutor da Igreja.
Quem educou aqueles dois meninos na fé cristã foi ela. É um detalhe que muda a leitura de tudo: por trás de um dos maiores nomes da Igreja antiga havia uma irmã mais velha que ensinou o caminho.
A vida, com as datas
No Natal de 353, ela foi consagrada virgem pelo Papa Libério, na Basílica de São Pedro, em Roma. Era um passo público e sério, que definia a vida inteira de uma mulher naquele tempo.
Quando Ambrósio foi eleito bispo de Milão, em 374, ela o acompanhou para lá. Em Milão liderou uma comunidade monástica e orientou jovens consagradas, funcionando como conselheira e mestra.
Ambrósio escreveu para ela a obra De Virginibus, um dos textos mais conhecidos dele, dedicado justamente à irmã.
Ela morreu em 17 de julho de 397, em Roma, aos setenta anos. Está sepultada na Basílica de Santo Ambrósio, em Milão, e os restos foram transladados para uma capela em 1722.
O nome que virou hospital, colégio e faculdade
Aqui está a parte brasileira, e é ela que explica por que tanta gente busca esse nome. Em 22 de setembro de 1838, o Beato Luigi Biraghi, junto com a madre Marina Videmari, fundou em Cernusco sul Naviglio, perto de Milão, o Instituto Internacional das Irmãs de Santa Marcelina.
Biraghi escolheu a santa como protetora do instituto justamente porque ela havia educado os irmãos mais novos, Ambrósio e Sátiro. Educação era o objetivo do grupo.
A congregação está hoje em oito países e trabalha com educação, saúde e assistência social. No Brasil, esse trabalho tem endereço conhecido: o hospital que leva o nome dela, em São Paulo, além de colégios e de uma faculdade.
De onde vêm as buscas por Santa Marcelina
Vale ser direto: boa parte de quem digita esse nome procura o hospital, a escola ou a faculdade, e não a santa do século IV. A diferença é que aqui existe ligação real: as instituições nasceram das irmãs que têm Marcelina como protetora, e não de coincidência de nome.
Quando a Igreja celebra
A festa é em 17 de julho, dia da morte dela, em 397.
Coisas que pouca gente sabe
Ela foi consagrada pelo próprio Papa, na Basílica de São Pedro, num Natal. O irmão mais famoso escreveu um tratado dedicado a ela. E o hospital brasileiro que leva o nome dela atende hoje uma das regiões mais populosas de São Paulo, o que dá a essa romana do século IV uma presença bem concreta na vida de muita gente.
O que muita gente acredita e não é verdade
Muita gente supõe que o nome do hospital seja homenagem a uma freira brasileira chamada Marcelina. Não é: o nome vem da santa romana, irmã de Santo Ambrósio, escolhida como protetora da congregação fundada em 1838, na Itália.
Também há quem a confunda com Santa Marcela, viúva romana amiga de São Jerônimo. São duas mulheres diferentes do mesmo período, e a troca é comum.
Como e quando rezar
É santa de irmão mais velho, de quem cuida de irmão caçula, de professora e de quem trabalha em hospital ou escola. Também é rezada por quem carrega sozinho a formação religiosa da própria família, tarefa que costuma ficar com uma pessoa só em cada casa.