Quem foi Santa Albina
Santa Albina nasceu em Cesareia, na Palestina, por volta do ano 238, e morreu mártir por volta de 250, na perseguição movida pelo imperador Décio.
As datas que as fontes trazem dizem uma coisa que muda o modo de ler a história dela: era uma menina, com pouco mais de dez anos, quando se recusou a negar a fé.
Por que em português ela é Santa Branca
O nome latino Albina vem de albus, que quer dizer branco. Quando a devoção chegou às terras de língua portuguesa, o nome foi traduzido, e ela passou a ser chamada de Santa Branca.
São a mesma santa, e é por isso que o verbete dela costuma aparecer com os dois nomes juntos. Quem procura por Santa Branca e quem procura por Santa Albina está procurando a mesma menina.
A perseguição de Décio
A perseguição de Décio, no ano 250, foi diferente das anteriores. O imperador exigiu que todos os habitantes do império fizessem um sacrifício público aos deuses romanos e recebessem um certificado provando isso.
Quem se recusava não precisava ser denunciado por ninguém: bastava não ter o papel. Foi um teste de fé em escala nunca vista, e produziu mártires em todas as províncias, inclusive crianças.
As duas tradições sobre a morte dela
Aqui é preciso honestidade: as fontes contam dois caminhos diferentes.
A tradição grega diz que ela morreu na própria Cesareia. O Martirológio Romano registra outra versão, em que ela foi levada para a Itália e morta em Formia, na Campânia.
O que as duas sustentam é o mesmo: morte por recusar negar a fé, na perseguição de Décio, ainda muito jovem.
Onde estão as relíquias
O corpo dela chegou à Itália, e por volta de 590 foi levado para Formia, na Campânia. Em 618, para proteger as relíquias das invasões, foram transferidas para Gaeta.
Hoje elas estão sob o altar principal da catedral de Gaeta, cidade da costa entre Roma e Nápoles. É lá que a devoção italiana a ela se concentra.
Quando a Igreja celebra
A memória é em 16 de dezembro, e é a data registrada no Martirológio Romano.
Cai dentro da novena de Natal, o que na prática faz dela uma santa lembrada em poucos lugares, porque o calendário daquela semana é dominado pela preparação da festa.
Coisas que pouca gente sabe
O nome Branca, comum em Portugal e no Brasil como nome de pessoa e de lugar, tem origem nesse tipo de tradução: nomes latinos de santos passaram para o português traduzidos, e não transliterados.
A história das relíquias dela é um resumo da história do sul da Itália: primeiro a fuga da perseguição romana, depois a fuga das invasões, sempre carregando o corpo de uma menina.
E há o detalhe da data: a memória dela, 16 de dezembro, é o primeiro dia da novena de Natal em muitos lugares. Uma mártir criança abre a preparação para o nascimento de uma criança.
O que muita gente acredita e não é verdade
Muita gente pensa que Santa Albina e Santa Branca são duas santas diferentes, e procura por elas separadamente. É uma só, e a diferença está na tradução do nome.
Também é comum confundir a devoção com o nome da cidade paulista de Santa Branca, que é o que a maioria das buscas por esse termo procura. A cidade e a santa compartilham o nome, e a página aqui é sobre a santa.
Como e quando rezar
Reza-se a Santa Albina por crianças e adolescentes, especialmente por quem enfrenta pressão para esconder a própria fé na escola ou entre amigos.
É também a oração de famílias que perderam um filho pequeno, e de quem pede coragem para dizer não quando ceder seria mais fácil.