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Voz da Fé
Oração de Santa Rita de Cássia

Oração de Santa Rita de Cássia

6 min de leitura 6 versículos

Oração de Santa Rita de Cássia

Ó Deus, que inspirastes a Beata Rita Amada de Jesus

o zelo de acolher e educar as crianças abandonadas,

concedei-nos, por sua intercessão,

um coração atento aos pequenos e aos pobres.

Fazei que, imitando os Corações de Jesus, Maria e José,

sirvamos com humildade e coragem. Amém.

Oração de Santa Rita de Cássia, Bíblia Sagrada

Jaculatória

A oração à santa que perdeu marido e filhos e virou refúgio de quem não tem mais saída, celebrada em 22 de maio com a bênção das rosas.

Liturgia

Quem foi Santa Rita de Cássia
Santa Rita de Cássia foi uma mulher italiana que viveu no século XV, sofreu num casamento violento, perdeu o marido e os dois filhos, entrou num mosteiro já madura e é hoje conhecida no mundo inteiro como a santa das causas impossíveis. Nasceu em 1381 e morreu em 22 de maio de 1457, data em que é celebrada. O corpo dela está conservado até hoje, e a rosa é o símbolo que a acompanha em toda parte.

A história de uma vida que ninguém escolheria
Rita nasceu em Roccaporena, um povoado pequeno perto de Cássia, na região da Úmbria, na Itália, em 1381. Queria a vida religiosa desde jovem, e foi casada pela família, como era o costume.

O marido, Paulo, revelou-se um homem rude e violento, e Rita viveu anos difíceis dentro da própria casa. Teve dois filhos. E aqui está a parte que muita gente não conta: **o marido se converteu.** Depois de anos, tornou-se bom marido e bom pai. Mas as inimizades que ele havia criado antes não se desfizeram com a conversão dele, e ele acabou assassinado.

Os dois filhos morreram pouco depois. Rita ficou sozinha, sem marido, sem filhos, com a vida inteira desfeita, e então pediu para entrar no mosteiro agostiniano de Cássia. Foi recusada. Insistiu, rezou, e por volta de 1441 foi finalmente aceita.

Viveu ali o resto da vida. Por volta dos sessenta anos, rezando diante de uma imagem de Cristo crucificado, apareceu uma ferida na testa dela, como se um espinho daquela coroa tivesse se soltado. Essa ferida permaneceu com ela até o fim.

Morreu em 22 de maio de 1457. Foi canonizada em 1900, pelo Papa Leão XIII.

O que existe hoje
O corpo de Santa Rita está em Cássia, na Itália, conservado e visível numa urna transparente, dentro da Basílica dedicada a ela. Não é imagem nem estátua: é ela.

Ao lado da basílica está o mosteiro agostiniano onde ela viveu os últimos dezesseis anos, e a poucos quilômetros está Roccaporena, o povoado onde nasceu, com a casa da família e o rochedo onde a tradição diz que ela rezava.

No Brasil, a devoção a ela é uma das maiores do país e deixou marca no mapa: existem cidades com o nome dela, entre elas Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, e Santa Rita, na Paraíba. Em Vitória, no Espírito Santo, e em dezenas de outras cidades, a festa de 22 de maio reúne multidões.

Onde visitar
Cássia fica na Úmbria, no centro da Itália, na mesma região de Assis, o que permite unir num só roteiro os dois lugares. Quem chega encontra uma cidade pequena de montanha, e a visita tem duas partes: a basílica, onde está o corpo, e Roccaporena, o povoado onde ela nasceu, subindo a estrada.

No Brasil, o dia 22 de maio é a melhor data, e em muitas cidades é feriado municipal. As paróquias dedicadas a ela fazem a bênção das rosas, e as filas se formam desde cedo. Se você quiser ver devoção popular brasileira em estado puro, essa é uma das datas mais bonitas do ano.

Quando a Igreja a celebra
A festa de Santa Rita é em 22 de maio, dia da morte dela. Em muitas cidades brasileiras a data é feriado municipal, porque ela é a padroeira do lugar.

O gesto mais conhecido do dia é a **bênção das rosas**. Os fiéis levam rosas para serem abençoadas durante a Missa, e em muitas paróquias as flores são distribuídas depois entre as pessoas. A tradição vem de um episódio do fim da vida dela, que está no bloco seguinte.

Antes da festa, muitas comunidades fazem a novena, e algumas mantêm devoção no dia 22 de cada mês, não só em maio.

Coisas que pouca gente sabe
A história da rosa é o coração dessa devoção. Conta-se que, já muito doente, no inverno, Rita pediu a uma prima que lhe trouxesse uma rosa do jardim da antiga casa dela em Roccaporena. A prima foi sabendo que era impossível encontrar rosa naquela época do ano, e encontrou uma, aberta.

Conta-se também que, no dia da morte dela, o corpo passou a exalar perfume de rosas.

Ela não entrou no mosteiro jovem: entrou depois de ser esposa, mãe e viúva, e viveu ali os últimos anos de uma vida que já havia sido inteira antes.

E o marido dela se converteu antes de morrer. A devoção brasileira lembra muito o sofrimento de Rita e às vezes esquece essa parte, que é justamente a mais esperançosa da história.

O que muita gente acredita e não é verdade
A primeira coisa é sobre a rosa abençoada. Ela é um sacramental, quer dizer, um sinal da fé abençoado pela Igreja, e **não é amuleto**. Guardar a pétala como lembrança de uma oração feita é bonito e legítimo. Tratá-la como objeto que age sozinho, que protege por estar na bolsa ou que perde efeito se se perder, já é outra coisa: o Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 2111, chama de superstição atribuir importância mágica a práticas legítimas em si.

A segunda é uma sobreposição que confunde muita gente: Santa Rita e São Judas Tadeu são os dois chamados de padroeiros das causas impossíveis. Não há disputa nem contradição nisso. São duas devoções diferentes, nascidas em séculos e lugares distintos, e o povo católico reza às duas pelo mesmo tipo de aflição. Rezar a uma não desfaz a outra.

A terceira é sobre o sofrimento. A vida de Rita é marcada por violência doméstica, e ela às vezes é apresentada como modelo de mulher que suportou tudo em silêncio. É uma leitura antiga e que precisa de cuidado: a Igreja não ensina que uma mulher deva permanecer em situação de violência. O que a vida dela mostra é fidelidade a Deus dentro de um sofrimento que ela não escolheu, e não recomendação de continuar sofrendo. Se você vive uma situação assim, procurar ajuda e proteção não é falta de fé.

Como e quando rezar
Esta é a oração de quem chegou ao fim das opções. Ela serve para o casamento que parece perdido, para o filho que se afastou, para a doença que não responde, para o processo que se arrasta, para a situação em que não sobrou plano nenhum.

Reze contando a Rita o que aconteceu, com as palavras que você tem. A vida dela permite isso: ela sabe o que é perder marido, filho e projeto de vida, e não é preciso explicar nada duas vezes para quem já passou.

E se puder, no dia 22 de maio, leve uma rosa. Não porque a flor faça algo, mas porque gestos ajudam a rezar, e esse é um gesto de mil e quinhentos anos de gente que também não tinha mais o que fazer.

Peça sua oração

Deixe aqui o seu pedido ou agradecimento, todas as intenções serão apresentadas de forma comunitária durante as orações do Grupo de Oração, Voz da Fé.

"E tudo o que pedirem em oração, crendo, vocês receberão"

Mateus 21:22

Como Rezar Oração de Santa Rita de Cássia

1.Prepare-se

Encontre um lugar tranquilo. Faça o sinal da cruz e silencie o coração.

2.Pela manhã

Reze ao acordar como escudo espiritual para o dia. Peça proteção para você e sua família.

3.À noite

Antes de dormir, recite a oração completa pedindo proteção durante o sono e paz noturna.

4.Em família

Reúna a família e rezem juntos. Cada membro pode participar da oração.

5.Com devoção

Reze com fé e confiança, entregando suas necessidades a Deus.

Perguntas Frequentes

Fontes e Referências