Arte sacra representando o céu com anjos em arte sacra.

Salmo 48

51 min de leitura 14 versículos

Salmo 48

¹ Cântico. Salmo dos filhos de Coré. Grande é o Senhor e digno de todo louvor, na cidade de nosso Deus. O seu monte santo,

² colina magnífica, é uma alegria para toda a terra. O lado norte do monte Sião é a cidade do grande rei.

³ Deus se mostrou em seus palácios um baluarte seguro.

⁴ Eis que se unem os reis para atacar juntamente.

⁵ Apenas a vêem, atônitos de medo e estupor, fogem.

⁶ Aí o terror se apodera deles, uma angústia como a de mulher em parto,

⁷ ou como quando o vento do oriente despedaça as naus de Társis.

⁸ Como nos contaram, assim o vimos na cidade do Senhor dos exércitos, na cidade de nosso Deus; Deus a sustenta eternamente!

⁹ Ó Deus, relembremos a vossa misericórdia no interior de vosso templo.

¹⁰ Como o vosso nome, ó Deus, assim vosso louvor chega até os confins do mundo. Vossa mão direita está cheia de justiça.

¹¹ Que o monte Sião se alegre. Que as cidades de Judá exultem, à vista de vossos juízos!

¹² Relanceai o olhar sobre Sião, dai-lhe a volta, contai suas torres,

¹³ considerai suas fortificações, examinai seus palácios, para narrardes às gerações futuras:

¹⁴ como Deus é grande, nosso Deus dos séculos eternos; é ele o nosso guia.

Autor: Filhos de Corá | Livro dos Salmos - Bíblia

Resumo

O Salmo 48 é um cântico dos filhos de Coré que exalta Jerusalém como cidade santa e celebra a proteção divina. O texto louva a Deus como refúgio eterno, destacando Sua majestade sobre Sião e convidando as nações a contemplarem Suas obras maravilhosas.

Liturgia

A cidade de Deus é celebrada como o centro do Seu reinado e morada de Seu templo, sendo descrita como uma colina magnífica e uma alegria para toda a terra. Situada simbolicamente no "extremo norte", essa localização não é apenas geográfica, mas uma afirmação de que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus supremo, ocupando a posição mais elevada e superando qualquer outra divindade.

A segurança dessa cidade não reside em suas muralhas físicas, mas na presença divina, pois Deus se manifesta em seus palácios como um baluarte seguro. Diante dessa soberania, as tentativas de ataque por exércitos inimigos resultam em pânico e estupor, uma reação descrita como o terror que se apodera daqueles que tentam se opor à vontade do Criador. Esse poder protetor é comparado ao vento oriental, um vento abrasador do deserto que simboliza o juízo divino, capaz de despedaçar até as mais robustas embarcações mercantes, conhecidas como as naus de Társis.

No contexto do louvor, os filhos de Corá desempenham um papel central como uma família de cantores levíticos. Eles são responsáveis por conduzir a liturgia que recorda a misericórdia e a fidelidade de Deus à Sua aliança no interior do templo. O convite para percorrer a cidade, contar suas torres e examinar suas fortificações tem um propósito pedagógico e espiritual: narrar às gerações futuras a grandeza de um Deus que guia Seu povo eternamente.

Embora a história relate a vulnerabilidade da cidade terrena, como sua queda diante dos babilônios quando a presença divina se retirou, as descrições de sua glória e invencibilidade são fundamentadas na escolha de Deus de ali habitar. Por isso, a linguagem retoricamente exagerada usada para a cidade física é considerada literalmente verdadeira quando aplicada à Jerusalém celeste, onde o espetáculo de suas defesas permanece como o sinal definitivo da força e da eternidade de Deus.

 

O que eram as naus de Társis mencionadas no salmo?

As naus de Társis mencionadas no salmo eram embarcações mercantes robustas, construídas especificamente para o comércio marítimo de longa distância.

De acordo com as informações disponíveis:

  • Finalidade: Essas embarcações eram projetadas para enfrentar grandes percursos, servindo como o principal meio de transporte de mercadorias em rotas extensas.

  • Destinos: Sugere-se que elas poderiam navegar até pontos remotos, como Tartessos, localizado no sul da Espanha.

  • Simbolismo no texto: No contexto do salmo, essas naus são citadas para ilustrar o poder do "vento oriental" ou juízo de Deus, que é capaz de despedaçar até mesmo essas grandes e fortes estruturas marítimas.

Dessa forma, elas representam a força e a riqueza humana que, apesar de impressionantes, não conseguem resistir à intervenção divina.

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Como Rezar Salmo 48

1.Tradição

Na versão grega da Septuaginta e em suas traduções latinas, este salmo é numerado como Salmo 47

Perguntas Frequentes

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Fontes e Referências