sábado, 5 de dezembro de 2026
Cor litúrgica roxa
19Sim, povo de Sião, cidadão de Jerusalém, não deves chorar tanto, ele vai se interessar pelo clamor da tua súplica. Basta ouvir, e ele responde.
20O SENHOR vos dará, sim, pão de crise, água racionada, mas, depois, teu Mestre não se esconderá mais, teus próprios olhos hão de ver aquele que te ensina.
21Sempre que estiveres para te desviar para um lado ou para outro, poderás ouvir atrás de ti a palavra de Quem te orienta: "O caminho é este, por aqui deves andar!"
23Deus, então, dará chuva para as tuas semeaduras, para tudo o que plantares nesta terra. E, assim, o pão produzido nesta terra será farto e gostoso. Naquele dia até teu rebanho vai pastar em pastagens espaçosas.
24Teus bois e jumentos que trabalharam na terra vão comer ração ventilada e limpada a pá e forcado.
25No alto de cada serra, no pico de cada morro, haverá regos d'água correndo permanentes, no dia da grande mortandade, no dia em que as torres vão cair!
26A lua vai brilhar como o sol e o brilho do sol será sete vezes maior, brilho de sete dias, quando o SENHOR enfaixar as quebraduras do seu povo, no dia de curar suas feridas. Contra a Assíria
1Aleluia! Louvai o Senhor: pois é bom cantar ao nosso Deus, é suave dirigir-lhe o louvor.
2O Senhor reconstrói Jerusalém, reúne os exilados de Israel.
3Ele cura os corações atribulados e enfaixa suas feridas.
4Conta o número das estrelas e chama cada uma pelo nome.
5Nosso Senhor é grande, seu poder é imenso, sua sabedoria não tem limites.
6O Senhor ampara os humildes, mas rebaixa os ímpios até o chão.
7Entoai a ação de graças ao Senhor, cantai na cítara hinos a nosso Deus.
8Ele cobre o céu de nuvens, prepara a chuva para a terra, faz brotar sobre os montes a erva e plantas úteis ao homem;
9fornece alimento para o gado, e para os filhotes do corvo que grasnam.
10Não lhe apraz o vigor do cavalo nem aprecia a rapidez do homem.
11Agradam ao Senhor os que o temem, os que esperam na sua bondade.
12Glorifica o Senhor, Jerusalém, louva teu Deus, ó Sião!
13Porque reforçou as trancas das tuas portas, no teu meio abençoou teus filhos.
14Fez reinar a paz nas tuas fronteiras e te sacia com a flor do trigo.
15Manda à terra a sua mensagem, sua palavra corre veloz.
16Faz cair neve como lã, espalha a geada como cinza.
17Lança como migalhas o granizo, diante do seu frio quem resiste?
18Envia uma ordem e se derretem, sopra o vento e correm as águas.
19Anuncia a Jacó a sua palavra, seus estatutos e suas normas a Israel.
20Não fez assim com nenhum outro povo, aos outros não revelou seus preceitos. Aleluia!
1Entrando num barco, Jesus passou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade.
2Apresentaram-lhe, então, um paralítico, deitado numa maca. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: "Coragem, filho, teus pecados estão perdoados!"
3Então alguns escribas pensaram: "Esse homem está blasfemando".
4Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: "Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações?
5Que é mais fácil, dizer: `Os teus pecados são perdoados', ou: `Levanta-te e anda'?
6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, -- disse então ao paralítico -- levanta- te, pega a tua maca e vai para casa".
7O paralítico levantou-se e foi para casa.
8Vendo isso, a multidão ficou cheia de temor e glorificou a Deus por ter dado tal poder aos seres humanos. A vocação de Mateus
9Ao passar, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse- lhe: "Segue-me!" Ele se levantou e seguiu-o.
10Depois, enquanto estava à mesa na casa de Mateus, vieram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se à mesa, junto com Jesus e seus discípulos.
11Alguns fariseus viram isso e disseram aos discípulos: "Por que vosso mestre come com os publicanos e pecadores?"
12Tendo ouvido a pergunta, Jesus disse: "Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes.
13Ide, pois, aprender o que significa: `Misericórdia eu quero, não sacrifícios. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores". Sobre jejum e vinho novo
14Aproximaram-se de Jesus os discípulos de João e perguntaram: "Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus discípulos não jejuam?"
15Jesus lhes respondeu: "Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão.
16Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda.
17Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam". A mulher com hemorragias e a filha de Jairo
18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, prostrou-se diante dele e disse: "Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem impor a mão sobre ela, e viverá".
19Jesus levantou- se e o acompanhou, junto com os discípulos.
20Nisto, uma mulher que havia doze anos sofria de hemorragias veio por trás dele e tocou na franja de seu manto.
21Ela pensava consigo: "Se eu conseguir ao menos tocar no seu manto, ficarei curada".
22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: "Coragem, filha! A tua fé te salvou". E a mulher ficou curada a partir daquele instante.
23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão agitada,
24e disse: "Retirai-vos! A menina não morreu; ela dorme". Mas eles zombavam dele.
25Afastada a multidão, ele entrou, pegou a menina pela mão, e ela se levantou.
26E a notícia disso espalhou-se por toda aquela região. Os dois cegos
27Partindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando: "Tem compaixão de nós, filho de Davi!"
28Quando entrou em casa, os cegos se aproximaram dele, e Jesus lhes perguntou: "Acreditais que eu posso fazer isso?" Eles responderam: "Sim, Senhor".
29Então tocou nos olhos deles, dizendo: "Faça-se conforme a vossa fé".
30E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu: "Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo".
31Mas eles saíram e espalharam sua fama por toda aquela região. O possesso mudo
32Enquanto os cegos estavam saindo, as pessoas trouxeram a Jesus um possesso mudo.
33Expulso o demônio, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: "Nunca se viu coisa igual em Israel".
34Os fariseus, porém, diziam: "É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios". A compaixão de Jesus e a urgência da missão
35Jesus começou a percorrer todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, proclamando a Boa Nova do Reino e curando todo tipo de doença e de enfermidade.
36Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse aos discípulos:
37"A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita!"
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.