segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Cor litúrgica branca
1Ao fim de três dias, Ester revestiu-se dos trajes de rainha e veio para o átrio do palácio real, situado no interior, diante da sala do trono. O rei estava sentado no seu trono, na sala de audiências, no lado oposto à porta.
2Quando ele viu a rainha Ester, alegrou-se em vê-la, e estendeu em sua direção o cetro de ouro que tinha nas mãos. Ela, aproximando-se, tocou na ponta do cetro. {Resplandecendo nos trajes de rainha, e tendo invocado a Deus, Salvador e Senhor de todas as coisas, ela havia tomado consigo duas escravas, apoiando-se numa, com elegância, enquanto a outra seguia sua senhora, carregando a cauda do vestido. A própria Ester, com o rosto enrubescido e o olhar gracioso e resplandecente, escondia um ânimo triste e angustiado, pelo medo da morte. Tendo transposto todas as portas, ela postara-se no átrio interior, à vista do rei, o qual estava sobre o trono com as vestes reais, refulgindo em ouro e pedras preciosas. Era terrível o seu aspecto, com o cetro de ouro na mão. Tendo levantado os olhos e vendo-a, num primeiro momento, como touro enfurecido, havia pensado em matá-la, clamando em tom ameaçador: "Quem ousou entrar na sala real sem ter sido chamado?" A rainha estremeceu e, mudada sua cor em palidez, deixou-se cair sobre a cabeça da escrava que a antecedia. Nesse momento, o Deus dos judeus e Senhor de toda a criação, infundiu mansidão no espírito do rei, o qual, com receio e depressa, desceu do trono. Sustentando-a nos braços, até que ela se refizesse, com palavras apaziguadoras a confortou: "Que tens, rainha Ester, minha irmã e participante do meu reinado? Sou teu irmão, não temas, não morrerás! Esta lei foi feita para todos,menos para ti! Aproxima-te!" Levantando o cetro de ouro, tocou com ele o pescoço de Ester e beijou-a, dizendo: "Fala comigo!" Ela respondeu: "Eu te vi, meu senhor, como um anjo de Deus, e meu coração se perturbou pelo temor da tua glória. Pois tu és muito admirável, meu senhor, e a tua face é cheia de graça!" Ao falar assim, de novo estremeceu e quase desmaiou. O rei ficou preocupado, e da mesma forma os seus servos.} Ester prepara o confronto entre Assuero e Amã
1[Ao maestro do coro. Conforme a Na melodia "Os lírios". Maskil. Dos filhos de Coré. Cântico de amor.]
2Do meu coração nasce um lindo poema, vou cantar meus versos para o rei. Minha língua é como a pena de um escritor veloz.
3Tu és o mais belo dos homens, nos teus lábios se espalha a graça, por isso Deus te abençoou para sempre.
4Herói, põe a espada no teu cinto, no esplendor da tua majestade,
5avança, sobe ao carro em defesa da verdade, da mansidão e da justiça. Tua mão direita te ensine prodígios;
6tuas flechas agudas vão acertar o coração dos teus inimigos; a teus pés vão cair os povos.
7-- O teu trono, ó Deus, dura para sempre, é cetro justo o cetro do teu reinado. --
8Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te consagrou com óleo de alegria, de preferência a teus iguais.
9Tuas vestes têm o perfume de mirra, aloé e cássia, dos palácios de marfim te alegra o som das cítaras.
10Filhas de reis estão entre as tuas prediletas; a rainha está à tua direita, vestida com ouro de Ofir.
11-- "Ouve, filha, inclina o ouvido, esquece teu povo e a casa de teu pai;
12que agrade ao rei a tua beleza. Ele é teu senhor: curva-te diante dele." --
13De Tiro vêm trazendo presentes, os mais ricos do povo procuram teu favor.
14Entra com todo esplendor a filha do rei, tecido de ouro é seu vestido;
15é apresentada ao rei com preciosos bordados, com ela as damas de honra a ti são conduzidas;
16guiadas em alegria e exultação, entram juntas no palácio real.
17A teus pais sucederão teus filhos; deles farás príncipes por toda a terra.
18Farei recordar teu nome por todas as gerações, por isso os povos te louvarão para todo sempre.
1Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas.
5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.
13Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o Dragão começou a perseguir a Mulher que tinha dado à luz o menino.
15A Serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da Mulher, a fim de a submergir.
16A terra, porém, veio em socorro da Mulher: abriu a boca e engoliu o rio que o Dragão tinha vomitado.
1No terceiro dia, houve um casamento em Caná da Galiléia, e a mãe de Jesus estava lá.
2Também Jesus e seus discípulos foram convidados para o casamento.
3Faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: "Eles não têm vinho!"
4Jesus lhe respondeu: "Mulher, para que me dizes isso? A minha hora ainda não chegou".
5Sua mãe disse aos que estavam servindo: "Fazei tudo o que ele vos disser!"
6Estavam ali seis talhas de pedra, de quase cem litros cada, destinadas às purificações rituais dos judeus.
7Jesus disse aos que estavam servindo: "Enchei as talhas de água"! E eles as encheram até à borda.
8Então disse: "Agora, tirai e levai ao encarregado da festa". E eles levaram.
9O encarregado da festa provou da água mudada em vinho, sem saber de onde viesse, embora os serventes que tiraram a água o soubessem. Então chamou o noivo
10e disse-lhe: "Todo mundo serve primeiro o vinho bom e, quando os convidados já beberam bastante, serve o menos bom. Tu guardaste o vinho bom até agora".
11Este início dos sinais, Jesus o realizou em Caná da Galiléia. Manifestou sua glória, e os seus discípulos creram nele.
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.