domingo, 13 de setembro de 2026

24º Domingo do Tempo Comum

Cor litúrgica verde

1ª Leitura · Eclo 27,33-28,9

Ler no capítulo

1Por causa do lucro muitos pecaram; quem procura enriquecer-se, desvia os olhos.

2Como se finca a estaca no meio da juntura das pedras, assim também, entre a venda e a compra se introduz o pecado.

3[Trecho ausente dos manuscritos mais antigos e, por isso, omitido do texto principal.]

4Se não te mantiveres firme no temor de Deus, depressa há de arruinar-se a tua casa.

5Quando se sacode a peneira, ficam nela só os refugos: assim os defeitos da pessoa, na sua maneira de opinar.

6Como o forno prova os vasos do oleiro, assim é a prova da tribulação para os justos.

7O fruto revela como foi cultivada a árvore: assim, a palavra que provém do pensamento do coração.

8Não elogies a ninguém, antes de ouvi-lo falar: aí está a pedra de toque das pessoas. Palavras vãs

9Se procurares a justiça, hás de alcançá-la e dela te revestirás como de um traje de gala: habitarás com ela e te protegerá para sempre, e no dia do ajuste de contas encontrarás apoio.

10Os pássaros da mesma espécie aninham-se juntos: assim a verdade volta para os que a praticam.

11O leão está sempre à espreita da caça: assim os pecados armam laços aos que praticam a iniqüidade.

12A fala do temente a Deus permanece na Sabedoria; o estulto, porém, muda como a lua.

13No meio dos insensatos restringe teu tempo; ao contrário, freqüenta os que têm bom senso.

14A fala dos estultos é detestável: suas risadas são sobre os prazeres do pecado.

15A falação de quem muito jura arrepia os cabelos, e suas disputas fazem tapar os ouvidos.

16Nas contendas dos soberbos há derramamento de sangue, e suas maldições são penosas de ouvir. Falta de lealdade na amizade

17Quem revela os segredos perde a confiança do amigo e não encontrará mais amigo íntimo.

18Ama teu amigo e une-te a ele com lealdade:

19se, porém, revelares seus segredos, é inútil ires atrás dele.

20Como alguém que enterrou um falecido, assim é aquele que perde a amizade do seu amigo:

21como aquele que deixou escapar um pássaro das mãos, assim deixaste partir o teu amigo e não o recuperarás.

22Não o sigas, pois já está muito distante: fugiu, como a corça que escapou da armadilha, pois sua alma está ferida;

23não podes mais alcançá-lo. Da própria maldição pode haver perdão,

24mas revelar os segredos do amigo é cortar toda esperança. Planejando maldades

25Quem pisca o olho planeja maldades: quem conhece tal pessoa, mantém-se longe.

26Na tua presença falará com doçura e admirará teus discursos; depois, porém, mudará de linguagem e apontará deslizes nas tuas palavras.

27Muitas coisas aborreço, mas nenhuma como alguém assim: o próprio Senhor o detesta.

28Quem atira uma pedra para cima, fá-la cair sobre a própria cabeça: um golpe traiçoeiro produz feridas no próprio traidor.

29Quem abre uma cova, cai dentro dela; quem põe uma pedra no caminho do outro, nela tropeça; quem prepara uma armadilha para outrem, nela será apanhado.

30Quem forja um plano malvado, contra ele o mal se volta sem que ele saiba de onde vem.

31A ilusão e o escárnio atingem o orgulhoso, e a vingança, como um leão, o colherá de surpresa.

32Serão presos na armadilha os que se alegram com a queda dos justos, e a dor os consumirá antes que morram. Ira, furor e vingança

33Ira e furor são duas coisas execráveis: até o pecador procura dominá-los.

Salmo · Sl 102(103)

Ler no capítulo

1[De Davi.] Minha alma, bendize o Senhor e tudo o que há em mim, o seu santo nome!

2Minha alma, bendize o Senhor, e não esqueças nenhum de seus benefícios.

3É ele quem perdoa todas as tuas culpas, que cura todas as tuas doenças;

4é ele quem salva tua vida do fosso e te coroa com sua bondade e sua misericórdia;

5é ele que pela vida afora te cumula de bens; tua juventude se renova como a da águia.

6O Senhor age com retidão, faz justiça a todos os oprimidos;

7revelou a Moisés seus caminhos, suas grandes obras aos filhos de Israel.

8O Senhor é misericordioso e compassivo, lento para a cólera e rico em bondade.

9Não estará em demanda para sempre, e não dura eternamente sua ira.

10Não nos trata conforme nossos pecados, não nos castiga conforme nossas culpas.

11Pois quanto é alto o céu sobre a terra tanto prevalece sua bondade para com os que o temem.

12Quanto é distante o oriente do ocidente, tanto ele afasta de nós nossas culpas.

13Como um pai se compadece dos filhos, o Senhor se compadece dos que o temem.

14Pois ele sabe de que somos feitos: sabe que não somos mais que pó.

15Como a erva são os dias do homem, ele floresce como a flor do campo;

16basta que sopre o vento, desaparece, e o lugar que ocupava não voltará a vê-la.

17Mas a bondade do Senhor desde sempre e para sempre é para os que o temem, e sua justiça para os filhos dos filhos,

18para os que guardam sua aliança e se lembram de observar seus preceitos.

19O Senhor estabeleceu seu trono nos céus; seu império se estende sobre o universo.

20Bendizei o Senhor, vós, seus anjos, heróis fortes que executais suas ordens, obedecendo sua palavra!

21Bendizei o Senhor, vós, todos seus exércitos que o servis e executais suas vontades!

22Bendizei o Senhor, vós, todas suas obras, em todos os lugares onde ele domina! Minha alma, bendize o Senhor!

2ª Leitura · Rm 14,7-9

Ler no capítulo

7Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo.

8Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos, e se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor.

9Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos.

Evangelho · Mt 18,21-35

Ler no capítulo

21Pedro dirigiu-se a Jesus perguntando: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?"

22Jesus respondeu: "Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.

23O Reino dos Céus é, portanto, como um rei que resolveu ajustar contas com seus servos.

24Quando começou o ajuste, trouxeram-lhe um que lhe devia uma fortuna inimaginável.

25Como o servo não tivesse com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher, os filhos e tudo o que possuía, para pagar a dívida.

26O servo, porém, prostrou-se diante dele pedindo: `Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo'.

27Diante disso, o senhor teve compaixão, soltou o servo e perdoou-lhe a dívida.

28Ao sair dali, aquele servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia uma quantia irrisória. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: `Paga o que me deves'.

29O companheiro, caindo aos pés dele, suplicava: `Tem paciência comigo, e eu te pagarei'.

30Mas o servo não quis saber. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que estava devendo.

31Quando viram o que havia acontecido, os outros servos ficaram muito sentidos, procuraram o senhor e lhe contaram tudo.

32Então o senhor mandou chamar aquele servo e lhe disse: `Servo malvado, eu te perdoei toda a tua dívida, porque me suplicaste.

33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?

34O senhor se irritou e mandou entregar aquele servo aos carrascos, até que pagasse toda a sua dívida.

35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão".

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Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.

Evangelho do dia e Liturgia Diária — 13 de setembro de 2026 | Voz da Fé