domingo, 13 de setembro de 2026
Cor litúrgica verde
1Por causa do lucro muitos pecaram; quem procura enriquecer-se, desvia os olhos.
2Como se finca a estaca no meio da juntura das pedras, assim também, entre a venda e a compra se introduz o pecado.
3[Trecho ausente dos manuscritos mais antigos e, por isso, omitido do texto principal.]
4Se não te mantiveres firme no temor de Deus, depressa há de arruinar-se a tua casa.
5Quando se sacode a peneira, ficam nela só os refugos: assim os defeitos da pessoa, na sua maneira de opinar.
6Como o forno prova os vasos do oleiro, assim é a prova da tribulação para os justos.
7O fruto revela como foi cultivada a árvore: assim, a palavra que provém do pensamento do coração.
8Não elogies a ninguém, antes de ouvi-lo falar: aí está a pedra de toque das pessoas. Palavras vãs
9Se procurares a justiça, hás de alcançá-la e dela te revestirás como de um traje de gala: habitarás com ela e te protegerá para sempre, e no dia do ajuste de contas encontrarás apoio.
10Os pássaros da mesma espécie aninham-se juntos: assim a verdade volta para os que a praticam.
11O leão está sempre à espreita da caça: assim os pecados armam laços aos que praticam a iniqüidade.
12A fala do temente a Deus permanece na Sabedoria; o estulto, porém, muda como a lua.
13No meio dos insensatos restringe teu tempo; ao contrário, freqüenta os que têm bom senso.
14A fala dos estultos é detestável: suas risadas são sobre os prazeres do pecado.
15A falação de quem muito jura arrepia os cabelos, e suas disputas fazem tapar os ouvidos.
16Nas contendas dos soberbos há derramamento de sangue, e suas maldições são penosas de ouvir. Falta de lealdade na amizade
17Quem revela os segredos perde a confiança do amigo e não encontrará mais amigo íntimo.
18Ama teu amigo e une-te a ele com lealdade:
19se, porém, revelares seus segredos, é inútil ires atrás dele.
20Como alguém que enterrou um falecido, assim é aquele que perde a amizade do seu amigo:
21como aquele que deixou escapar um pássaro das mãos, assim deixaste partir o teu amigo e não o recuperarás.
22Não o sigas, pois já está muito distante: fugiu, como a corça que escapou da armadilha, pois sua alma está ferida;
23não podes mais alcançá-lo. Da própria maldição pode haver perdão,
24mas revelar os segredos do amigo é cortar toda esperança. Planejando maldades
25Quem pisca o olho planeja maldades: quem conhece tal pessoa, mantém-se longe.
26Na tua presença falará com doçura e admirará teus discursos; depois, porém, mudará de linguagem e apontará deslizes nas tuas palavras.
27Muitas coisas aborreço, mas nenhuma como alguém assim: o próprio Senhor o detesta.
28Quem atira uma pedra para cima, fá-la cair sobre a própria cabeça: um golpe traiçoeiro produz feridas no próprio traidor.
29Quem abre uma cova, cai dentro dela; quem põe uma pedra no caminho do outro, nela tropeça; quem prepara uma armadilha para outrem, nela será apanhado.
30Quem forja um plano malvado, contra ele o mal se volta sem que ele saiba de onde vem.
31A ilusão e o escárnio atingem o orgulhoso, e a vingança, como um leão, o colherá de surpresa.
32Serão presos na armadilha os que se alegram com a queda dos justos, e a dor os consumirá antes que morram. Ira, furor e vingança
33Ira e furor são duas coisas execráveis: até o pecador procura dominá-los.
1[De Davi.] Minha alma, bendize o Senhor e tudo o que há em mim, o seu santo nome!
2Minha alma, bendize o Senhor, e não esqueças nenhum de seus benefícios.
3É ele quem perdoa todas as tuas culpas, que cura todas as tuas doenças;
4é ele quem salva tua vida do fosso e te coroa com sua bondade e sua misericórdia;
5é ele que pela vida afora te cumula de bens; tua juventude se renova como a da águia.
6O Senhor age com retidão, faz justiça a todos os oprimidos;
7revelou a Moisés seus caminhos, suas grandes obras aos filhos de Israel.
8O Senhor é misericordioso e compassivo, lento para a cólera e rico em bondade.
9Não estará em demanda para sempre, e não dura eternamente sua ira.
10Não nos trata conforme nossos pecados, não nos castiga conforme nossas culpas.
11Pois quanto é alto o céu sobre a terra tanto prevalece sua bondade para com os que o temem.
12Quanto é distante o oriente do ocidente, tanto ele afasta de nós nossas culpas.
13Como um pai se compadece dos filhos, o Senhor se compadece dos que o temem.
14Pois ele sabe de que somos feitos: sabe que não somos mais que pó.
15Como a erva são os dias do homem, ele floresce como a flor do campo;
16basta que sopre o vento, desaparece, e o lugar que ocupava não voltará a vê-la.
17Mas a bondade do Senhor desde sempre e para sempre é para os que o temem, e sua justiça para os filhos dos filhos,
18para os que guardam sua aliança e se lembram de observar seus preceitos.
19O Senhor estabeleceu seu trono nos céus; seu império se estende sobre o universo.
20Bendizei o Senhor, vós, seus anjos, heróis fortes que executais suas ordens, obedecendo sua palavra!
21Bendizei o Senhor, vós, todos seus exércitos que o servis e executais suas vontades!
22Bendizei o Senhor, vós, todas suas obras, em todos os lugares onde ele domina! Minha alma, bendize o Senhor!
7Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo.
8Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos, e se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor.
9Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos.
21Pedro dirigiu-se a Jesus perguntando: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?"
22Jesus respondeu: "Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.
23O Reino dos Céus é, portanto, como um rei que resolveu ajustar contas com seus servos.
24Quando começou o ajuste, trouxeram-lhe um que lhe devia uma fortuna inimaginável.
25Como o servo não tivesse com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher, os filhos e tudo o que possuía, para pagar a dívida.
26O servo, porém, prostrou-se diante dele pedindo: `Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo'.
27Diante disso, o senhor teve compaixão, soltou o servo e perdoou-lhe a dívida.
28Ao sair dali, aquele servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia uma quantia irrisória. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: `Paga o que me deves'.
29O companheiro, caindo aos pés dele, suplicava: `Tem paciência comigo, e eu te pagarei'.
30Mas o servo não quis saber. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que estava devendo.
31Quando viram o que havia acontecido, os outros servos ficaram muito sentidos, procuraram o senhor e lhe contaram tudo.
32Então o senhor mandou chamar aquele servo e lhe disse: `Servo malvado, eu te perdoei toda a tua dívida, porque me suplicaste.
33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?
34O senhor se irritou e mandou entregar aquele servo aos carrascos, até que pagasse toda a sua dívida.
35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão".
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.