sábado, 8 de agosto de 2026
Cor litúrgica branca
1Oráculo recebido em visão pelo profeta Habacuc. Primeira queixa
2Até quando, Senhor, ficarei clamando sem que me dês atenção? Até quando gritarei por ti: "Violência!", sem que me tragas salvação?
3Por que me fazes ver tanta crueldade, e só ficas olhando a perversidade? Opressão e violência estão aí à minha frente, acontecem demandas, surgem processos.
4Por isso é que a lei ficou fraca e o que é de justiça jamais prevalece, pois o velhaco cerca o justo por todos os lados e faz sair uma sentença injusta.
5Olhai para as nações e vede. Ficareis assombrados, pasmos, porque vou realizar em vossos dias uma obra, que não acreditaríeis, se vo-la contassem.
6Vou suscitar os caldeus, esse povo feroz e impetuoso, que se espalha através de vastas extensões de terra, para se apoderar de moradas que não são suas.
7Ele é terrível e temível, dele próprio procedem seu direito e sua grandeza.
8Tem cavalos mais espertos que a pantera, mais ariscos que o lobo do campo. Seus cavalos vêm a galope, os cavaleiros surgem lá longe, voando como águia que mergulha em busca de comida.
9Quando avançam para o ataque, seguem juntos com o olhar sempre em frente e recolhem prisioneiros como areia.
10Caçoam dos reis, riem-se dos comandantes, riem-se de qualquer torre fortificada: fazem um aterro e tomam-na.
11Mas um dia o vento passa e toma outro rumo... Eles fazem de sua força o seu deus". Segunda queixa
12Acaso não és o Senhor desde o princípio, o meu Deus, o meu Santo, que não morre? Tu os mandaste, Senhor, para fazer justiça. Minha Rocha, tu lhes deste firmeza para que nos pudessem castigar.
13Teus olhos são tão puros que não podem ver o mal; tu nem consegues olhar para a injustiça. Por que, então, ficas olhando os velhacos e te calas quando um patife engole alguém mais correto do que ele?
14Por que nos tratas como peixes do mar ou bichos que não têm quem os governe?
15O conquistador nos pesca de anzol, arrasta em sua rede ou recolhe na tarrafa; e por isso dá risadas e dança de alegria.
16Por esse motivo oferece um sacrifício em honra de sua rede, queima vítimas em louvor de sua tarrafa, pois fez com elas uma gorda pescaria, o alimento veio com fartura.
17E, então, continuará de espada em punho, sem misericórdia assassinando nações?
1[Ao maestro do coro. Conforme a melodia "Morrer pelo filho". Salmo de Davi.]
2Quero te dar graças, Senhor, de todo o coração, proclamar todas as tuas maravilhas,
3alegrar-me e exultar em ti, cantar salmos ao teu nome, ó Altíssimo.
4Os meus inimigos recuaram, da tua presença fugiram e pereceram.
5Pois sustentaste meu direito e minha causa, sentaste no teu trono como justo juiz.
6Ameaçaste os gentios, aniquilaste o ímpio, destruíste para todo o sempre o nome deles.
7Liquidaste meus inimigos, são ruínas para sempre, suas cidades destruíste, acabou sua lembrança.
8Eis que o Senhor se sentará para sempre, preparou o seu trono para o juízo.
9Ele julga o mundo com justiça, governa as nações com eqüidade.
10O Senhor será uma fortaleza para o oprimido, uma fortaleza nos tempos de angústia.
11Confiará em ti quem conhece teu nome, pois nunca abandonas os que te buscam, Senhor.
12Cantai salmos ao Senhor que habita em Sião, anunciai entre as nações as suas obras.
13Pois o vingador do sangue deles se lembrou, não esqueceu o clamor dos pobres.
14Piedade de mim, Senhor, vê a aflição que me causaram meus perseguidores, tira-me das portas da morte,
15para que eu possa cantar todos os teus louvores nas portas da filha de Sião, exultar com o teu socorro.
16As nações se afundaram no fosso que cavaram, na rede que armaram o pé deles ficou preso.
17O Senhor se manifestou, exerceu o juízo, o ímpio foi apanhado na sua armadilha.
18Que se afastem os ímpios para o abismo todas as gentes que não se lembram de Deus!
19O pobre não ficará esquecido para sempre, a esperança dos pobres jamais se perderá.
20Levanta-te, Senhor, não prevaleça o homem, as nações sejam julgadas na tua presença.
21Incute, Senhor, neles o temor, sintam as nações que são mortais.
14Quando voltaram para junto da multidão, alguém aproximou-se de Jesus, caiu de joelhos e disse:
15"Senhor, tem compaixão do meu filho. Ele tem crises de epilepsia e passa mal. Muitas vezes cai no fogo ou na água.
16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!"
17Jesus tomou a palavra: "Ó geração sem fé e perversa! Até quando vou ficar convosco? Até quando vou suportar-vos? Trazei aqui o menino".
18Então Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino, que ficou curado a partir dessa hora.
19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: "Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?"
20Ele respondeu: "Por causa da fraqueza de vossa fé! Em verdade vos digo: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: `Vai daqui para lá', e ela irá. Nada vos será impossível".
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.