sexta-feira, 31 de julho de 2026
Cor litúrgica branca
1No princípio do governo do rei de Judá, Joaquim, filho de Josias, veio a Jeremias esta palavra do SENHOR:
2"Assim diz o SENHOR: Põe-te de pé à entrada da casa do SENHOR para dizer, a todos os cidadãos de Judá que entram para adorar na casa do SENHOR, tudo o que eu te mandar, sem nada omitir.
3Quem sabe eles ouvem e voltam atrás dos maus caminhos que cada um vem seguindo, então, eu desistiria da mal que pensei provocar no meio deles, por causa de suas más ações.
4Dirás: Assim diz o SENHOR: Se não me obedecerdes seguindo a lei que vos dei,
5se não atenderdes as palavras dos meus servos os profetas que vos mandei e sem cessar continuo mandando, sem que os escuteis,
6então farei deste templo o que fiz com o de Silo e desta cidade, maldição para todos os povos da terra.
7Sacerdotes, profetas e povo, todos ouviram Jeremias dizer isso no templo do SENHOR.
8Logo que Jeremias acabou de transmitir tudo o que o SENHOR mandara dizer à população, os sacerdotes, os profetas e o povo o agarraram e começaram a gritar: "Morra! Morra!
9Por que profetizaste em nome do SENHOR, para dizer: `A este templo acontecerá o mesmo que aconteceu ao de Silo e que a cidade será destruída e ficará sem moradores'?". Toda a população se aglomerou no templo, revoltada contra Jeremias.
1[Ao maestro do coro. Conforme "Os lírios". De Davi.]
2Salva-me, ó Deus, pois a água sobe até o meu pescoço.
3Estou atolado no lodo profundo, onde não posso ficar de pé; caí nas águas profundas e as ondas me arrastam.
4Cansei-me de gritar, minha voz ficou rouca, meus olhos se consomem à espera do meu Deus.
5Os que me odeiam sem motivo são mais numerosos que os meus cabelos; são poderosos os que querem me arruinar, perseguindo-me sem razão; o que não tirei, tenho que restituir?
6Deus, tu conheces minha loucura, meus pecados não te estão ocultos.
7Não fiquem confusos por minha causa os que esperam em ti, Senhor, Senhor dos exércitos; não se envergonhem de mim os que te buscam, Deus de Israel.
8Pois por tua causa padeci insultos, a ignomínia cobriu-me o rosto.
9Tornei-me um estranho para meus irmãos, um estrangeiro para os filhos de minha mãe.
10Pois o zelo por tua casa me devorou, os insultos dos que te insultam caíram sobre mim.
11Se me mortifico com o jejum, eles zombam de mim.
12Se me visto com traje de luto, sou alvo de sarcasmo.
13Falam mal de mim os que se sentam junto à porta e os que bebem vinho fazem canções sobre mim.
14Mas minha prece sobe a ti, Senhor, no tempo favorável. Atende-me conforme tua grande piedade,segundo tua clemência que salva.
15Tira-me do lodo, para que não afunde, que eu seja livre dos que me odeiam e da água profunda.
16Que a correnteza não me arraste, que o pântano não me devore, e o abismo não feche sua boca sobre mim.
17Ouve-me, Senhor, pois tua piedade é benigna, conforme tua grande misericórdia olha para mim.
18Não escondas de teu servo a tua face, pois estou em perigo, depressa, atende-me.
19Chega perto de minha alma, defende-a, livra-me por causa dos meus inimigos.
20Conheces o opróbrio, a confusão e a ignomínia que padeço. Na tua presença estão todos os que me afligem.
21A ignomínia oprime meu coração e eu vacilo, esperei em vão quem tivesse pena de mim, procurei quem me consolasse, mas não encontrei.
22Como alimento me deram fel, quando tive sede deram-me vinagre.
23Que a sua mesa seja um laço para eles, e o banquete deles, uma armadilha.
24Que seus olhos fiquem escuros e não enxerguem; e que seus rins estejam sempre doentes.
25Derrama sobre eles tua ira, e o furor da tua cólera os persiga.
26Que a morada deles fique deserta, não haja quem more em suas tendas.
27Porque perseguiram aquele que tu feriste aumentando a dor dos que tu provaste.
28À culpa deles junta mais culpa, e diante de ti não sejam declarados justos.
29Sejam riscados do livro dos vivos e entre os justos não sejam inscritos.
30Quanto a mim, pobre e doente, o teu auxílio, ó Deus, me proteja.
31Quero louvar com um cântico o nome de Deus e exaltá-lo com ações de graças;
32Que isto agrade ao Senhor mais que um touro, mais que um novilho com chifres e casco.
33"Vede, humildes e alegrai-vos! Vós que buscais a Deus, vosso coração reviva!
34Pois o Senhor atende os pobres, não despreza os seus cativos.
35Que o louvem céu e terra, os mares e tudo quanto neles se move.
36Pois Deus salvará Sião e reedificará as cidades de Judá; habitarão lá e a possuirão.
37E a posteridade dos seus servos a herdará, e nela habitarão os que amam o seu nome".
54Ele foi para sua própria cidade e se pôs a ensinar na sinagoga local, de modo que ficaram admirados. Diziam: "De onde lhe vêm essa sabedoria e esses milagres?
55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas?
56E suas irmãs não estão todas conosco? De onde, então, lhe vem tudo isso?"
57E mostravam-se chocados com ele. Jesus, porém, disse: "Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa!"
58E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.