sábado, 21 de março de 2026
Cor litúrgica roxa
18O SENHOR me fez conhecer, e eu fiquei sabendo; fez-me ver os projetos deles,
19pois eu, qual manso cordeiro levado para o matadouro, não sabia que planos tramavam contra mim. Eles diziam: "Vamos acabar com essa árvore enquanto é nova. Vamos cortá-lo, hoje, da terra dos vivos, para que seu nome não mais seja lembrado".
20Mas, Senhor dos exércitos, cuja sentença é a justiça, que examinas a mente e o coração, possa eu ver a tua vingança contra eles, pois a ti eu expus a minha causa.
1[Lamento de Davi, que ele cantou diante do Senhor por causa das palavras do benjaminita Cuch.]
2Senhor, meu Deus, em ti me refugio, salva-me e livra-me de quem me persegue,
3se não, agarram minha alma como um leão, me devoram e ninguém me socorre.
4Senhor, meu Deus, se agi assim, se há crime em minhas mãos,
5se paguei com o mal o meu amigo, ou despojei meu inimigo sem razão,
6o inimigo me persiga e me atinja, pise ao chão a minha vida e lance minha honra ao pó.
7Levanta-te, Senhor, na tua ira, ergue-te contra a fúria dos meus inimigos, e exerce em meu favor a justiça que mandaste.
8A assembléia dos povos te rodeie, alto sobre ela te assentas.
9O Senhor é o juiz dos povos. Defende o meu direito, ó Senhor, conforme a justiça e a inocência que há em mim.
10Põe fim à maldade dos ímpios, e confirma o justo, tu que sondas mente e coração, ó Deus justo.
11A minha defesa está em Deus, ele salva os que têm o coração reto.
12Deus é um justo juiz, todo dia se acende a sua ira.
13Acaso não afiará de novo a espada, retesará e apontará o arco?
14Preparou flechas mortíferas, fez ardentes suas flechas.
15Vede: o ímpio gera a iniqüidade: está grávido da malícia, dará à luz desilusão.
16Abriu uma cisterna e escavou-a e caiu no buraco que ele mesmo fez.
17Que sua malícia lhe recaia na cabeça, e sobre seu crânio lhe caia o próprio crime.
18Darei graças ao Senhor por sua justiça e cantarei salmos ao nome do Senhor Altíssimo.
40Ouvindo estas palavras, alguns da multidão afirmavam:
41"Verdadeiramente, ele é o profeta!" Outros diziam: "Ele é o Cristo!" Mas outros discordavam: "O Cristo pode vir da Galiléia?
42Não está na Escritura que o Cristo será da descendência de Davi e virá de Belém, o povoado de Davi?"
43Surgiu, assim, uma divisão entre o povo por causa dele.
44Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos.
45Os guardas então voltaram aos sumos sacerdotes e aos fariseus, que lhes perguntaram: "Por que não o trouxestes?"
46Responderam: "Ninguém jamais falou como este homem".
47Os fariseus disseram a eles: "Vós também vos deixastes iludir?
48Acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele?
49Mas essa gente que não conhece a Lei são uns malditos!"
50Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que tinha ido a Jesus anteriormente, disse:
51"Será que a nossa Lei julga alguém antes de ouvir ou saber o que ele fez?"
52Eles responderam: "Tu também és da Galiléia? Examina as Escrituras, e verás que da Galiléia não surge profeta".
53Depois cada um voltou para sua casa.
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.