sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Cor litúrgica vermelha
2Como a gordura que se separa do sacrifício de comunhão, assim também sobressai Davi, entre os filhos de Israel.
3Brincou com leões como se fossem cordeiros e com ursos da mesma forma, como se fossem cordeirinhos.
4Não foi ele quem, ainda jovem, matou o gigante e cancelou do seu povo a desonra?
5Ao voltear com a mão a funda, ele abateu a arrogância de Golias.
6Pois invocou o Senhor, o Altíssimo, e este deu força ao seu braço direito para acabar com um poderoso guerreiro e exaltar o poder do seu povo.
7Assim foi que o glorificaram por dez mil e o louvaram pelas bênçãos do Senhor, oferecendo-lhe uma coroa gloriosa.
8Pois esmagou os inimigos por toda a parte e humilhou os filisteus, seus adversários, abatendo até hoje o seu poder.
9Em todas as suas obras dava graças ao Santo e Excelso, com palavras de louvor:
10de todo o coração louvava o Senhor, tanto ele amava a Deus, seu Criador.
11Diante do altar estabeleceu cantores, para seu canto compondo suaves melodias.
12Deu grande esplendor às festas e organizou as solenidades ao longo de todo o ano: fez com que louvassem o santo Nome do Senhor e o Santuário ficava repleto de sons desde a aurora.
13O Senhor perdoou-lhe seus pecados e exaltou para sempre o seu poder; concedeu-lhe a aliança real e um trono glorioso em Israel. Salomão
1[Ao maestro do coro. Do servo do Senhor, Davi, que dirigiu ao Senhor as palavras desse cântico, no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e de Saul.
2Ele disse:] Eu te amo, Senhor, minha força,
3Senhor, meu rochedo, minha fortaleza, meu libertador; meu Deus, minha rocha, na qual me refugio; meu escudo e baluarte, minha poderosa salvação.
4Invoquei o Senhor, digno de todo louvor e fui salvo dos meus inimigos.
5Ondas mortais me rodearam, torrentes de perdição me atacaram,
6envolveram-me vínculos do inferno, prenderam-me laços de morte.
7Na minha angústia invoquei o Senhor, ao meu Deus gritei por socorro; lá do seu templo ele ouviu minha voz, chegou meu grito aos seus ouvidos.
8Então a terra balançou e tremeu; vacilaram as bases dos montes, balançaram por causa da sua ira.
9Saiu fumaça de suas narinas, um fogo devorador saiu-lhe da boca, e dela surgiram brasas.
10Ele inclinou os céus e desceu, com uma nuvem escura a seus pés.
11Subiu num querubim e voou, pairando nas asas do vento.
12Ao seu redor pôs as trevas como véu, e como tenda as águas escuras e espessas nuvens.
13Diante do seu esplendor derramaram-se as nuvens, granizo e faíscas de fogo.
14Do céu trovejou o Senhor, o Altíssimo soltou sua voz; granizo e faíscas de fogo.
15lançou suas flechas e espalhou-os, multiplicou seus raios e os expulsou.
16E apareceu o fundo do mar, desnudaram-se as bases do mundo, por causa de tua ameaça, Senhor, e do vento de teu furor.
17Lá do alto estendeu a mão e me tomou, tirou-me das águas profundas.
18Livrou-me de inimigos muito fortes, e dos que me odiavam porque eram mais poderosos que eu.
19Assaltaram-me no dia da minha desgraça, mas o Senhor foi meu apoio.
20Conduziu-me a um lugar seguro,salvou-me porque me ama.
21O Senhor me tratou conforme a minha justiça, retribuiu-me segundo a pureza de minhas mãos.
22Pois tenho seguido os caminhos do Senhor, não me tenho afastado do meu Deus.
23Tenho ante os olhos todas as suas leis, não afasto de mim seus preceitos.
24Tenho sido correto com ele, atento para não pecar.
25O Senhor me retribuiu conforme minha justiça, segundo a pureza de minhas mãos diante de seus olhos.
26Com quem é fiel, tu és fiel, com quem é correto, és correto;
27és puro com quem é puro, mas astuto com quem é mau.
28Pois tu salvas o povo humilde, mas humilhas os olhos arrogantes.
29Senhor, tu acendes minha lâmpada; meu Deus, ilumina minhas trevas.
30Sim, contigo sinto-me forte para o ataque, com o meu Deus venço qualquer barreira.
31O caminho de Deus é perfeito, a palavra do Senhor é comprovada, ela é um escudo para todos que nele buscam refúgio.
32Pois quem é Deus senão o Senhor? Quem é um rochedo senão o nosso Deus?
33Foi ele que me encheu de força e aplanou minha estrada,
34deu-me pés velozes como os das corças e me faz estar seguro nas alturas;
35treinou minhas mãos para a guerra e meus braços para tender o arco de bronze.
36Tu me deste teu escudo salvador, tua mão direita é meu apoio, multiplicas sobre mim tua bondade.
37Fizeste-me avançar a largos passos,meus tornozelos não vacilaram.
38Persegui meus inimigos e os alcancei, e não voltei atrás sem tê-los destruído;
39esmaguei-os e não puderam reerguer-se, caíram debaixo dos meus pés.
40De força me dotaste para o combate,dobraste diante de mim meus adversários.
41Obrigaste meus inimigos a retirar-se, os que me odiavam, dispersaste.
42Ninguém acudiu quando pediram socorro, gritaram ao Senhor, mas não os atendeu.
43Eu os calquei como a poeira do chão, pisei neles como no barro das ruas.
44Livraste-me das conjuras do povo, como chefe das nações me colocaste. Povos que eu não conhecia são meus servos;
45ouvem o que digo e obedecem. Os estrangeiros se inclinam diante de mim;
46os povos estrangeiros caem exaustos, saem tremendo de seus refúgios.
47Viva o Senhor e bendito o meu rochedo, seja exaltado o Deus meu salvador,
48o Deus que me concedeu a vingança e submeteu a mim os povos;
49libertou-me de inimigos furiosos, elevou-me acima dos meus agressores e livrou-me de homens violentos.
50Por isso te louvo, ó Senhor, entre os povos, e louvarei com cânticos o teu nome.
51"Ele deu a seu rei grandes vitórias, foi bondoso com Davi, seu consagrado, e com a sua descendência para sempre"
14O rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois o nome dele tinha-se tornado muito conhecido. Alguns até diziam: "João Batista ressuscitou dos mortos, e é por isso que atuam nele essas forças milagrosas!"
15Outros diziam: "É Elias!" Ainda outros: "É um profeta como um dos antigos profetas".
16Depois de ouvir isso, Herodes dizia: "Esse João, que eu mandei decapitar, ressuscitou".
17De fato, Herodes tinha mandado prender João e acorrentá-lo na prisão, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.
18Pois João vivia dizendo a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher do teu irmão".
19Por isso, Herodíades lhe tinha ódio e queria matá-lo, mas não conseguia,
20pois Herodes temia João, sabendo que era um homem justo e santo, e até lhe dava proteção. Ele gostava muito de ouvi-lo, mas ficava desconcertado.
21Finalmente, chegou o dia oportuno. Por ocasião de seu aniversário, Herodes ofereceu uma festa para os proeminentes da corte, os chefes militares e os grandes da Galiléia.
22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e a seus convidados. O rei, então, disse à moça: "Pede-me o que quiseres, e eu te darei".
23E fez até um juramento: "Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino".
24Ela saiu e perguntou à mãe: "Que devo pedir?" A mãe respondeu: "A cabeça de João Batista".
25Voltando depressa para junto do rei, a moça pediu: "Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista".
26O rei ficou muito triste, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis faltar com a palavra.
27Imediatamente, mandou um carrasco cortar e trazer a cabeça de João. O carrasco foi e, lá na prisão, cortou-lhe a cabeça,
28trouxe-a num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe.
29Quando os discípulos de João ficaram sabendo, vieram e pegaram o corpo dele e o puseram numa sepultura. Volta dos Doze. Primeiro milagre do pão
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.