terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Cor litúrgica verde
1O Senhor disse a Samuel: "Até quando ficarás chorando por causa de Saul, se eu mesmo o rejeitei para que não seja mais rei de Israel? Enche o chifre de azeite. Vem , eu vou te enviar à casa de Jessé de Belém, pois escolhi um rei para mim dentre os filhos dele".
2Samuel ponderou: "Como irei? Se Saul o souber, vai matar-me". O Senhor respondeu: "Leva contigo uma novilha, e dize: `Vim para oferecer um sacrifício ao Senhor'.
3Convida Jessé para o sacrifício. Eu te mostrarei o que deves fazer, e assim ungirás a quem eu te designar".
4Samuel fez o que o Senhor lhe disse, e foi a Belém. Os anciãos da cidade, apavorados, vieram-lhe ao encontro e perguntaram: "É de paz a tua vinda?" --
5"Sim, é de paz", respondeu Samuel. "Vim para fazer um sacrifício ao Senhor. Purificai-vos e vinde comigo, para o sacrifício". Ele purificou então Jessé e seus filhos e convidou-os para o sacrifício.
6Assim que chegaram, Samuel viu a Eliab, e disse consigo: "Certamente é este o ungido do Senhor!"
7Mas o Senhor disse-lhe: "Não te impressiones com a sua aparência, nem com a sua grande estatura; não é este que eu quero. .Meu olhar não é o dos homens:o homem vê a aparência, o Senhor vê o coração".
8Então Jessé chamou Abinadab e apresentou-o a Samuel, que disse: "Também não é este que o Senhor escolheu".
9Jessé trouxe-lhe depois Sama, e Samuel disse: "A este tampouco o Senhor escolheu".
10Jessé fez vir seus sete filhos à presença de Samuel, mas Samuel disse: "O Senhor não escolheu a nenhum deles".
11Samuel perguntou a Jessé: "Todos os teus filhos estão aqui?" Jessé respondeu: "Resta ainda o mais novo, que está cuidando do rebanho". E Samuel ordenou a Jessé: "Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos para comer enquanto ele não chegar".
12Jessé mandou buscá-lo. Era ruivo, de belos olhos e de aparência formosa. E o Senhor disse: "Levanta-te, unge-o: é este!"
13Samuel tomou o chifre com azeite e ungiu Davi na presença de seus irmãos. E a partir daquele dia, o espírito do Senhor começou a ser enviado a Davi. Samuel se pôs a caminho e partiu para Ramá. Saul depressivo. Davi na corte de Saul
1[Poema de Etã, o ezraíta.]
2Vou cantar para sempre a bondade do Senhor; anunciarei com minha boca sua fidelidade de geração em geração.
3Pois disseste: "Minha bondade está de pé para sempre". Estabeleceste tua fidelidade nos céus.
4"Fiz aliança com meu eleito; jurei a Davi, meu servo:
5Estabeleço tua dinastia para sempre, firmo teu trono para todas as idades".
6Os céus celebram tuas maravilhas, Senhor; celebra-se tua fidelidade na assembléia dos santos.
7Pois quem pode, nas alturas, comparar-se com o Senhor? Quem é igual ao Senhor entre os deuses?
8Deus é tremendo no conselho dos santos, maior e mais terrível que os que o rodeiam.
9Senhor, Deus dos exércitos, quem é como tu? És poderoso, Senhor, e tua fidelidade te circunda.
10És tu que domas o orgulho do mar, que acalma as ondas quando elas se elevam.
11Tu esmagaste o Egito como um inimigo abatido, com teu braço poderoso dispersaste teus inimigos.
12Teu é o céu, tua é a terra; o mundo e o que nele existe tu firmaste.
13Criaste o Norte e o Sul; o Tabor e o Hermon exultam ao teu nome.
14Teu braço é cheio de vigor, forte é tua mão esquerda, alta a tua direita.
15A justiça e o direito são as bases do teu trono, a bondade e a fidelidade caminham à tua frente.
16Feliz o povo que sabe fazer festa, ele caminha, Senhor, ao fulgor do teu rosto!
17Por causa do teu nome ele se alegra sempre, e na tua justiça encontra sua glória.
18Pois tu és a sua esplêndida força, e é por teu favor que ergues nossa fronte.
19Pois o Senhor é nosso escudo, e o Santo de Israel, nosso rei.
20Outrora falaste numa visão a teus fiéis: "Impus a coroa a um herói, elevei um eleito no meio do povo.
21Encontrei Davi, meu servo, com meu santo óleo o ungi;
22minha mão o sustentará, meu braço o fortalecerá.
23O inimigo não poderá enganá-lo nem o mau oprimi-lo.
24Esmagarei diante dele seus adversários e os que o odeiam eu abaterei.
25Minha fidelidade e minha bondade estarão com ele e pelo meu nome crescerá seu poder.
26Estenderei sua mão esquerda sobre o mar e sua mão direita sobre os rios.
27Ele me invocará: Tu és meu pai, meu Deus, meu rochedo, meu salvador.
28Eu farei dele o primogênito, o mais elevado dos reis da terra.
29Eu lhe conservarei meu favor para sempre e minha aliança com ele será estável.
30Farei viver para sempre sua descendência e seu trono como os dias do céu.
31Se seus filhos abandonarem minha lei e não andarem segundo meus preceitos,
32se violarem minhas prescrições e não observarem meus mandamentos,
33castigarei com a vara suas transgressões, e com açoites seus pecados.
34Mas não lhes retirarei meu favor e não vou desmentir minha fidelidade.
35Não violarei minha aliança, não mudarei a palavra saída dos meus lábios.
36Eu o jurei uma vez pela minha santidade; não, não mentirei a Davi;
37sua descendência será perpétua e seu trono durará diante de mim como o sol,
38como a lua que permanece para sempre, testemunha fiel no firmamento".
39Mas tu rejeitaste, repudiaste, te irritaste contra teu ungido.
40Invalidaste a aliança feita com teu servo, lançaste por terra e profanaste sua coroa.
41Fizeste brechas em todas as suas muralhas, reduziste a ruínas suas fortalezas.
42Todos os que passam o depredam, tornou-se um opróbrio para seus vizinhos.
43Fizeste triunfar seus adversários, alegraste todos os seus inimigos.
44Cegaste o corte da sua espada, não o sustentaste no combate.
45Puseste fim a seu esplendor, lançaste por terra seu trono.
46Abreviaste os dias da sua juventude, de vergonha o cobriste.
47Até quando, Senhor, te esconderás para sempre? E teu furor se abrasará como o fogo?
48Lembra-te como sou passageiro: acaso criaste para nada todos os homens?
49Quem é que pode viver e não ver a morte? Quem pode livrar sua alma do poder do abismo?
50Onde estão, Senhor, teus gestos de bondade de outrora, que juraste a Davi por tua fidelidade?
51Lembra-te, Senhor, do opróbrio do teu servo, trago no coração todos os ultrajes dos povos,
52os insultos lançados por teus inimigos, Senhor, contra os passos do teu ungido.
53Bendito seja o Senhor para sempre! Amém! Amém!
23Certo sábado, Jesus estava passando pelas plantações de trigo, e os discípulos começaram a abrir caminho, arrancando espigas.
24Os fariseus disseram então a Jesus: "Olha! Por que eles fazem no dia de sábado o que não é permitido?"
25Ele respondeu: "Nunca lestes o que fez Davi quando passou necessidade e teve fome, e seus companheiros também?
26Ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães da oferenda, que só os sacerdotes podem comer, e ainda os deu aos seus companheiros!"
27E acrescentou: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.
28Deste modo, o Filho do Homem é Senhor também do sábado".
Texto bíblico: tradução oficial da CNBB. Indicações das leituras conforme o calendário litúrgico romano.