A contrição é definida como o sentimento de dor ou arrependimento genuíno por ter cometido um pecado. Para realizar uma boa confissão, é fundamental observar cinco pontos essenciais: o exame de consciência, a contrição, o propósito de não pecar mais, a confissão propriamente dita ao sacerdote e a realização da penitência. É vital que o arrependimento seja interior, o que significa que deve vir do coração e da vontade, e não ser apenas uma formalidade externa ou um ato de cortesia social. Essa dor interior não precisa ser necessariamente uma emoção sentida ou acompanhada de lágrimas, mas sim um ato da vontade que rejeita o pecado e decide não mais se alegrar nele.
Existem quatro condições necessárias para que a contrição seja autêntica: ela deve ser interior, sobrenatural, suprema e universal. A contrição é considerada sobrenatural quando o motivo do arrependimento se baseia na fé e nas verdades reveladas, como a dor de ter ferido a Deus a quem se ama, em contraste com uma dor puramente natural motivada por ressaca, humilhação ou perda de amigos. Ela deve ser suprema, no sentido de que o fiel encara o pecado como o maior mal existente e está disposto a qualquer sacrifício para não ofender a Deus novamente. Além disso, precisa ser universal, o que exige o arrependimento de todos os pecados mortais cometidos, sem exceção, pois o apego consciente a um único pecado grave impede a recuperação da graça divina.
O propósito da emenda é a firme resolução de mudar de vida, acompanhada pelo esforço de evitar as "ocasiões próximas de pecado", que são pessoas, lugares ou situações que facilitam a queda. Se não houver o desejo sincero de evitar essas situações, como certas redes sociais, ambientes ou tipos de entretenimento, o arrependimento pode ser questionável. No momento da confissão de pecados mortais, deve-se declarar a espécie do pecado e a quantidade de vezes que foi praticada, para que o confessor possa avaliar o peso e a natureza da falta.
Embora o pecado cause uma "morte" espiritual, a confissão é o meio estabelecido para restaurar a vida divina na alma, trazendo alívio, paz e conselhos para o crescimento na santidade. Mesmo que o fiel enfrente quedas repetidas no mesmo erro, ele não deve desanimar nem se desesperar, pois o único pecador derrotado é aquele que desiste de lutar. A luta constante, o ódio ao pecado e o retorno humilde ao sacramento, focando no esforço presente em vez de falhas passadas, são o caminho para a vitória final com a ajuda da graça.